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Transalvador explica, mas não convence

Taxistas expulsos e particulares liberados
Taxistas expulsos e particulares liberados

"Como sempre o taxista é prejudicado", diz Antônio
“Como sempre o taxista é prejudicado”, diz Antônio

 
Os taxistas que trabalham em frente ao Salvador Shopping cobram da prefeitura explicações sobre o motivo da Transalvador proibi-los de estacionar em um terreno na rua do Canal, enquanto carros particulares passaram a ocupar o mesmo local sem serem incomodados por agentes.
 
O taxista Antônio Santos reclama, “eles colocaram um bocado de gelo baiano, botou dois fiscais aqui, um de manhã e outro de tarde, ninguém podia parar carro em hora nenhuma, só que agora derrubaram o gelo baiano, não tem mais fiscais e está lotado de carros particulares. Como sempre o taxista fica prejudicado, infelizmente”. Para Paulo Sérgio, que tem 15 anos de praça, o prefeito deveria interceder por eles. “Se não era pra ter carro nenhum então não podia ter carro particular. Por que o privilégio? Queria que o prefeito ACM Neto reconsiderasse isso e falasse com o gerente da Transalvador, que é uma pessoa muita sensata, para rever a situação e voltar com o nosso estoque aqui, que é uma coisa que beneficia todo mundo e não atrapalha ninguém”
 
Com a retirada do estacionamento o taxista tem que ficar circulando até surgir uma vaga na fila. Com isso aumenta o volume de veículos e intensifica o tráfego nas avenidas Frederico Simões, Tancredo Neves, Espatódia e Alameda Salvador.
 
A questão não diz respeito apenas aos taxistas. Em um momento onde o prefeito ACM Neto procura criar formas de melhorar a mobilidade urbana e desafogar o inchado trânsito da região, a ação da Transalvador, ainda que respaldada em lei, vai na contramão e “resolve” um problema originando outro. Com a retirada do estacionamento o taxista tem que ficar circulando até surgir uma vaga na fila. Com isso aumenta o volume de veículos e intensifica o tráfego nas avenidas Frederico Simões, Tancredo Neves, Espatódia e Alameda Salvador.
 
O Jornal Ei, Táxi levou o fato ao gerente da Getax que disse não saber nada sobre o assunto, nem mesmo se o terreno é da prefeitura ou não. Por meio de nota, a assessoria da Transalvador disse que o motivo da expulsão dos taxistas é que o local “compreende área verde e de passeio, que estava degradada e deve ser recuperada pela Prefeitura”. Sobre a retirada do “gelo baiano” a Transalvador disse que foi uma ação da Superintendência de Conservação e Obras Públicas do Salvador (Sucop) que “realizou uma limpeza de canal na região citada pelo jornal e, após a obra, não recolocou os prismas, permitindo que os motoristas voltassem a utilizar a área como estacionamento” e prometeu enviar uma equipe para recolocar os prismas e retomar a proibição do estacionamento no local.
 
No ano passado a Prefeitura disse que “estava negociando” com a administração do Salvador Shopping a ampliação do estoque, que permite apenas 30 taxis avulsos. O Ei, Taxi entrou em contato com o Shopping que por meio da sua assessoria de imprensa informou que a administração “não foi procurada pela prefeitura para falar do assunto”.
 
Com isso fica a impressão que existem dois pesos e duas medidas na forma em que a Transalvador trata os taxistas e os donos de carros particulares. Ficam também indagações. Por que tanta pressa e eficiência para expulsar os trabalhadores taxistas, sem dar chances ao diálogo, e a mesma eficiência e urgência não ocorreu com os particulares?  Por que a SUCOP retirou os prismas e não recolocou? E essa “negociação” com o Shopping que até hoje a administração da empresa nem mesmo foi procurada? Será que “nesse mato tem jacutinga”?

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