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“Precisamos de mais amor, mais companheirismo”

Antônio Cesar Bastos, natural de são Gonçalo dos Campos, chegou em Salvador com 19 anos de idade, serviu às Forças Armadas, onde se tornou cabo e trabalhou como auxiliar mecânico de aviões. Mas foi como taxista que construiu a sua vida. Na praça há 21 anos, Cesar mostra um perfil de atuação em prol da classe, e foi assim que a nossa redação chegou até ele. Nos grupos de WhatsApp da categoria, seu posicionamento firme o destaca nas conversas.

O início
“Quando sai do quartel, as empresas aéreas estavam demitindo muita gente, o que impossibilitou minha inserção no mercado de trabalho. Achei no transporte a primeira oportunidade, quando uma amiga me convidou para trabalhar com o tio dela”, explicou.
“Fui ficando, comecei a aprender as ruas, já que a prefeitura não dá um curso ao taxista. Eu achava que tinha que estudar. Fui aprender a cidade, os pontos turísticos, aprender a conduzir o cliente. Comecei a ter criatividade. Em vez de dar um cartão, dava um adesivo pequeno, o cliente gostava e me chamava novamente. Percebi que precisava investir em comunicação.

Tecnologia
Adepto das inovações, seu táxi, um Chevrolet Spin amplo e confortável, possui internet wifi disponível, boa música e doces. Mas o diferencial é o bom tratamento dado ao cliente. Entre os itens de tecnologia que usa, estão o WhatsApp, Facebook, além de programas de interação com o cliente específicos da categoria. “Hoje você tem vários aplicativos. Inclusive eu tenho um site na internet”, nos contou. Trata-se da página nossotaxi.com que mantém há 11 anos. Lá, ele expõe um pouco da sua atividade, além dos contatos para serviços.
Dificuldades
“A prefeitura diz que você precisa dirigir bem, ser gentil, mas você não faz uma avaliação de conhecimento para ver se você está preparado para ser taxista. Ela joga você, você vai ser taxista. Para aprender, comprei um mapa e conheci as ruas. Assim veio a experiência, você passa a conhecer mais a cidade”.
Outra reclamação é a falta de reconhecimento dos taxistas auxiliares. “O direito do auxiliar é o direito de ficar calado, alguns dizem. Passei um tempo me sentindo como um profissional de segunda classe. Dentro da própria profissão existe essa segregação. Existe o permissionário e o auxiliar. Não existe apenas o taxista.
Reflexão
“Precisamos trabalhar com amor, com honestidade e respeito ao outro, saber lhe dar com as situações. Às vezes o cliente não está bem com a vida e descarrega em cima de você. As pessoas vem com mal humor e você fica mal humorado também. Você tem que contornar a situação e usar a educação que você recebeu. Acho que falta muita relação humana, hoje a coisa está muito individualizada. Precisamos de mais companheirismo.”

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