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História de Taxista: de Mecânico a Taxista de Sucesso!

Valmir Nascimento do CIPT, , Histórias de Taxista na Bahia
Querido entre familiares, colegas e colaboradores, Valmir Nascimento demonstra estar entusiasmado com o futuro do CIPT e acredita na melhora do setor de táxim - Fotos: Ei Táxi

Ele nasceu na cidade de Uruçuca, Região Sul da Bahia, em 24 de abril de 1963. Desde novo, ajudava seus pais, que eram agricultores e comerciantes. Aos 11 anos, começou a aprender mecânica e foi se encantando com o mundo dos motores. Em 1982, com 19 anos, ele decidiu que precisava seguir o seu caminho, seu sonho era ter uma carteira de trabalho assinada. Como já era de se esperar, um jovem “tabaréu” na cidade grande vai ter que passar os seus perrengues e com ele não foi diferente, mas apesar de muitos desafios, ele venceu! Estamos falando de Valmir Santana Nascimento, aquele que é conhecido como Valmir do CEAT, mas que agora, é Valmir do CIPT (Centro Integrado de Proteção ao Taxista).

O Ei Táxi bateu um papo com Valmir, 57 anos, que, entre emoções e risos, contou a sua trajetória de vida, desde quando deixa de ser o braço direito de seu ídolo, seu pai, e vem pra Salvador pra tornar-se um taxista de sucesso.

Conta pra gente um pouco das suas origens.

Valmir Nascimento: Nasci em Uruçuca, cidade vizinha a Ilhéus, sou filho de Valdemar Lapa Nascimento e Diva Cecília Santana. Somos nove filhos, primeiro vem quatro mulheres e depois cinco homens. Sou o mais velho entre os homens. Infelizmente perdemos nosso irmão Vando, de acidente de moto em São Paulo. Comecei a trabalhar cedo, sempre ao lado de meu pai, um homem muito inteligente, apesar de não ter aprendido nas escolas. Aprendi com ele tudo sobre honestidade, caráter e o respeito pelas pessoas. Meu pai faleceu em 2017, com 87 anos (Valmir se emociona ao lembrar do pai) e minha mãe tem 87 anos, hoje, ambos muito queridos na cidade.

Quando você resolve vir pra Salvador e por quê?

VN: Eu trabalhei numa campanha política e o candidato se elegeu prefeito de Uruçuca. Ele me prometia que eu iria assumir a oficina da prefeitura. Após seis meses, eu nem conseguia mais falar com ele, aí eu me revoltei e resolvi vim pra Salvador pra ter a minha carteira assinada. Quando anunciei, minha mãe chorou e meu pai não quis nem conversa, entrou pro quarto, lembro-me como se fosse hoje. Eles sentiram muito a minha partida, principalmente meu pai, porque eu era o seu braço direito, onde ele ia, eu estava. Isso foi em 1982, eu tinha 19 anos. Apesar de ter vindo, nunca abandonei eles e consegui o que pedi a Deus, ajudá-los. No último respiro de meu pai, eu estava ao lado dele (mais uma dose de emoção).

Já em Salvador, e aí?

VN: Quando cheguei em Salvador morei alguns dias num pensionato no Uruguai, na Cidade Baixa, e arrumei emprego na oficina Castro Motor, uma empresa de espanhóis que não existe mais. Depois fui morar na Boa Vista do São Caetano. Ali foi a amargura da minha vida, porque eu só tinha a mochila com minhas roupas e uma colcha que minha mãe tinha dado. A colcha era lençol e cobertor ao mesmo tempo e a mochila era o travesseiro. Eu almoçava sardinha ou Kitut com farinha nessa época. Ninguém comeu mais Kitut com farinha do que eu, duvido! (risos). Só no domingo que eu ia pra Lapinha almoçar um frango, depois voltava andando. Era um quartinho sem nada. Arrumei uma caixa de papelão na oficina e levei pra dormir. No sexto dia, caiu uma chuva, transbordou o esgoto que passava na rua, entrou no quartinho e molhou o papelão, amanheci o dia em pé. Tive que continuar naquele lugar por mais uns dias, só que dormindo no chão. Até quando um taxista que conheci na oficina me arrumou uma casa de dois quartos pra alugar na Capelinha do São Caetano. O proprietário da casa desconfiou se eu ia conseguir pagar. A oficina me pagava por semana, quando recebi o primeiro pagamento, eu pensei que ia ficar rico. Eu disse: P… é dinheiro demais, daqui eu não saio nunca mais! (risos). Eu era chamado de tabaréu, pelos colegas. Quando comecei a receber, fui no Comércio e abri uma poupança no Banorte. Lembro-me da frase – Poupança Banorte, quem tem ela fica forte! Meu dinheiro era pro aluguel, pra comer, pra começar a comprar meus móveis e pra guardar na poupança. Eu não tinha ninguém por mim aqui, tinha que ser seguro. Meus colegas diziam que o tabaréu era sabido, quando recebia o pagamento ia pro banco (risos). Fiquei na Castro Motor até 86 e fui trabalhar na Saveiro Veículos.

Dona Vilma é sua parceira de longas datas, conte-nos um pouco sobre a história de vocês.

VN: Eu já conhecia Vilma desde adolescente, em Uruçuca. Quando eu vim pra Salvador, ela ficou lá. Só depois de alguns anos aqui, mas ainda na Castro Motor, eu trouxe ela. Foi na época em que morava na Capelinha do São Caetano. Trabalhando duro na Saveiro, conseguimos comprar os móveis para a casa e depois compramos um terreno em Sete de Abril, lugar onde construímos a nossa primeira casa.

Quando o táxi entra em sua vida?

VN: Desde a Saveiro eu já conhecia muitos taxistas, inclusive eu ia consertar os carros da Comtas lá no aeroporto. Eu sai da Saveiro em 91, abri uma oficina na Ladeira do Paiva, no bairro da Caixa d’Água, com um colega da Saveiro. Atendíamos muitos taxistas. Mas, em 92, o dono do local que alugávamos faleceu e tivemos que devolver o espaço. Ainda consegui um contrato temporário com a Embasa, ali no Queimadinho, pra consertar os carros deles. Aí, nesse ano, nosso filho Wiliam nasceu, eu precisava ganhar mais. Foi aí que um amigo, que era taxista, Ubiratan, me emprestou seu táxi pra rodar, alvará A-2801, eu fazia uns pernoites. Então comecei a tomar gosto pelo táxi e quando o contrato acabou, encarei a praça de vez.

Como foi o período como taxista?

VN: Naquela época era mais difícil, os carros eram diferentes de hoje, eram velhos, davam muito problema. Em 96, peguei um carro da Chame Táxi e comecei a rodar direto. Ficava circulando pela cidade, atendendo as corridas da central. Rodava nos pontos da Graça, Campo Grande, Ferry-Boat e criei o ponto do Júlio César, na Pituba, mais uns colegas da Chame. Eu conhecia muitos taxistas, meu numeral era o 60 da Chame, o “Carro de Apoio”, porque quando o táxi de alguém quebrava era eu que ia dar apoio (risos). Rodei um período na Rádio Táxi e depois abrimos o CEAT.

Quando que surge o CEAT?

VN: A ideia do CEAT [Centro Especial de Apoio ao Taxista] veio em 2002, no mesmo ano em que a assistência do Sindicato quebrou. Eu precisava criar algo pra amparar o taxista, principalmente nessa parte do seguro, por isso o nome de CEAT. Eu dirigia o A-1082, do meu amigo Jean, uma pessoa que me ajudou muito. Comecei a rabiscar o negócio, mas não achei sócio pra encarar. Eu era desmerecido pelos taxistas, porque era auxiliar. Um dia me perguntaram: você é auxiliar e tem o que pra botar num negócio desse? Quando juntamos eu, Gilson e Paulo, não tínhamos dinheiro. É aí que aparece outro velho amigo meu, Bonfim (A-1764), que emprestou o dinheiro pra começarmos. Ele entrou na sociedade, mas só ficou uns quatro meses.

Como foi o começo do negócio?

VN: Foi difícil, eu ficava à frente dos sinistros, subindo e descendo, era muito cansativo. Nós achávamos que iríamos começar com uns 100 táxis, mas não tinham 20. Mesmo assim, busquei parcerias com outras oficinas, lojas de peças, concessionárias e coisa foi evoluindo.

Como foram os anos de sociedade no CEAT?

VN: Olha, eu conhecia de mecânica, conhecia muitos taxistas, não tinha dinheiro, mas tinha muita coragem. Os outros dois não tinham tanto conhecimento na praça nem do negócio como eu, também não tinham dinheiro, e ainda faltava a coragem. Depois de uns anos, propus abrirmos a oficina, surge aí o Salão do Automóvel, no Uruguai. Em 2005, um associado me procurou pra montar uma filial em Aracaju-SE. Comecei a estudar, fui até lá, conheci o pessoal do sindicato e a coisa foi amadurecendo, mas Gilson não queria. Até que depois de um tempo, o negócio pegou no tombo, aí a gente fundou o CEATAS [Centro Especial de Apoio ao Taxista de Aracaju e Sergipe]. Em seguida, abrimos uma filial do Salão em Aracaju. A gente ficava reversando, até que Paulo passou a ficar mais tempo lá e depois ficou em definitivo. Então, éramos nós dois aqui e ele lá.

O que representou em seu negócio a chegada dos aplicativos?

VN: A chegada dos aplicativos foi como uma pedra no sapato. O taxista estava na zona de conforto e de repente vem esse choque, que chegou junto com a crise que o país atravessava em 2016. Uma perda imediata de 30%, que subiu pra 60%. Eu me debrucei a favor da categoria, fui pra Brasília, Curitiba, Aracaju, fui em reuniões na Câmara, com prefeito, no Tribunal de Justiça. Se nós tivéssemos um sindicato atuante, como na época da gestão de Lima, nós poderíamos ter sido mais representados e sofrido menos. Esse mercado de aplicativo não era pra Uber, era das rádio táxis e das cooperativas, mas eles jogaram fora, não avançaram, não tiveram espírito de união e de empreendedor. Se tivessem visão, estariam dominando o mercado de aplicativos, hoje. Bastava o nordeste ter se juntado e a gente estaria forte hoje. Eu teria acabado com a bandeira 2, com esse negócio de quatro passageiros, reduzido a tarifa no taxímetro. Acho que as rádio ou viram terceirizadas desses aplicativos ou vão fechar, infelizmente.

Por que a sociedade chegou ao fim?

VN: Às vezes eu penso que a sociedade nem deveria ter acontecido, porque eram pensamentos muito diferentes. Nunca achei que o CEAT fosse meu, pra mim, sempre foi do taxista, eu apenas administrava. Foram 18 anos juntos, depois desse tempo, há um desgaste natural, aí chega um ponto em que a gente já não se entendia nas opiniões. Em março de 2019 eu me afastei pra fazer a cirurgia, retornei no final maio, as coisas já não estavam andando mais como era, aí fui amadurecendo a ideia. Passa muita coisa na sua cabeça, até largar tudo pra lá pra não ter briga. Separamos esse ano, no dia 1º de agosto, cada um ficou com 50% dos associados.

Você falou em cirurgia, o que houve?

VN: Eu tive um problema renal, que já vinha há muitos anos. Em 2018 a coisa se agravou e eu tive que fazer hemodiálise. Foi doloroso, mas eu fiquei pouco tempo, cinco meses. Fui a São Paulo pra tentar um recurso, fui pra Curitiba, mas também não resolveu. Depois disso, a mando de Deus veio minha irmã, Verânia, que pôde ser a minha doadora, em seguida entrou o Dr. Rogério Passos, o médico nefrologista, que estendeu a mão. Fizemos o transplante em março de 2019, no Hospital Português. Quem me operou foi o urologista Dr. Maurício Fucs. Graças a Deus, a minha irmã, a Dr. Rogério e Dr. Fucs, estou aqui hoje. Outro amigo irmão, que não posso deixar de mencionar é Dr. José Cohim, urologista que me acompanha até hoje, somos amigos de família, ele vem sempre aqui. Eu precisei me afastar dos negócios por 90 dias, porque você não pode pegar nada, nem gripe.

Você acha que saiu diferente dessa experiência?

VN: Eu, graças a Deus, sou um filho abençoado. Cada passo da nossa vida é um aprendizado, infeliz daquele que não procura aprender, porque a vida é feita de surpresas. O difícil é administrar o lado da saúde, é muito forte, doloroso. Quando a gente sai, a vitória é bonita, é boa, mas você tem que aprender muito. Acho que aprendi a ser mais humano do que já era, nossa passagem é muito rápida. Minha vida, hoje, é normal, faço meu acompanhamento regularmente e tomo a medição para o órgão não ser rejeitado, mas não tenho restrições.

Você teve medo?

VN: A palavra ‘morte’ é muito forte e ninguém é preparado pra ela, aí usa a palavra ‘medo’, às vezes você não tem tanto medo da morte como tem de uma sequela, de uma vida sofrida. A hemodiálise é uma tortura, a cada dia ali é um sofrimento maior, chega um momento que pra morte não se tem mais medo.

De volta aos negócios, conte como surgiu o CIPT.

VN: Em 2019, quando eu vi que a coisa já não ia mais, eu criei o nome e registrei a empresa, que nasceu oficialmente em 18 de julho de 2019, mas de fato no dia 1º de agosto de 2020. Conversei com minha esposa, que abraçou a ideia, André, que também trabalhava com a gente, Valdomiro (A-2917), que é meu padrinho de casamento, conversei com alguns associados como Jean, Coelho, Roberto, Ana Bela. Quando eu anunciei para os taxistas, eu fui aplaudido (nesse momento Valmir se emociona novamente). Eu sou grato aos taxistas, feliz ao lado deles, tento fazer da forma que eles querem.

Qual é o conceito do CIPT e quais são os diferenciais competitivos?

VN: Se é pra proteger como o nome fala, temos que oferecer mais do que valores, temos que nos preocupar com vidas. O CIPT é do taxista. No CIPT se o seu carro der uma pane na estrada, nós assumiremos o pedágio; a distância pra reboque é de 500km; se o veículo quebrar e não tiver pra onde levar, o CIPT leva para a base da nossa parceira, a Real Reboque; em alguns serviços como troca de correia dentada, o nosso associado pode trazer as peças que trocamos e não cobramos nada por isso; ele pode comprar a peça através da gente com o desconto que temos em os nossos parceiros; aqui no CIPT o associado tem direito a duas substituições de qualquer vidro no ano e nós assumimos 50% desse valor; aqui não importa quem esteja dirigindo o carro, desde que seja habilitado e tenha mais de 20 anos de idade nós mantemos a cobertura; no CIPT o associado ainda conta com o nosso apoio para dar entrada em processos na Desenbahia.

Como o taxista pode se associar, o que é necessário?

VN: É simples! Ele traz a documentação dele e do veículo e o carro pra fazer a vistoria. Não cobramos taxa de adesão.

Qual é a sua visão do negócio táxi?

VN: O táxi é como outro comércio, você tem que saber administrar o seu dinheiro. O táxi é uma empresa individual, com liberdade e dinheiro constante. Não vou dizer que dá pra ficar rico, mas você consegue uma vida digna se administrar direitinho. Quem ganha fácil, gasta fácil, já diz o ditado. E o taxista ganha dinheiro toda hora e gasta toda hora. Toda empresa tem que cuidar dos custos e manter um capital de giro, senão você nunca vai ter dinheiro e vai sempre dizer que não presta. O táxi já teve um período em que superou várias profissões, dava dinheiro, mas poucos souberam administrar esse dinheiro. O taxista acha que vai fazer R$100 por dia, durante 30 dias, ele não conta que precisa descansar, que vai ficar doente, que o carro vai quebrar, que vai ter problema na família. O segmento de táxi não é ruim, ele é mal explorado.

O que você espera do setor para 2021?

VN: O mercado está se recuperando, mas depende de cada um, porque não existe um coletivo nessa categoria. O taxista precisa se reinventar, inicialmente, um respeitando o outro na fila, ter uma postura de empresário, pois ele é um empresário do segmento dele. Cuidar da aparência, acabar com aquela coisa do passado ‘tomei tanto do passageiro’. Se ele não abraçar aplicativo, ele não vai ter sucesso nesse segmento, porque o sistema andou pra frente e ele tem acompanhar, senão fica pra trás. Não existe mais exclusividade de nada.

Qual é a mensagem que você gostaria de deixar para os taxistas?

VN: Tenho fé que essa pandemia vai acabar ano que vem. Nós vamos vencer, vamos sair dessa. Que Deus abençoe e conforte o coração daqueles que perderam seu ente querido. Vamos dar as mãos nesse Natal e seguir em frente. Precisamos nos unir mais, ter paciência, ter mais inteligência, ser mais maleável e mais agradável com o cliente, tratar ele como gostaríamos de ser tratado.

O que pensam esposa e colaboradores

Vilma Nascimento (Esposa e Gerente Administrativa)

Valmir é uma pessoa que a gente se surpreende. A gente pensa que ele desistiu, mas ele renova tudo. Deus, como sempre maravilhoso, permitiu que ele tivesse uma nova chance, que a irmã dele fosse doadora pra ele continuar na caminhada. Quanto ao CIPT, graças a Deus fomos bem recebidos. Nossa expectativa é de fazer sempre o melhor pelo taxista. Já deu certo! Quando a gente coloca Deus na frente não existe barreira.

André Gomes (Assistente Administrativo)

Minha expectativa para o CIPT é a melhor possível. Já estou com Valmir desde 2007, ele sempre se preocupou em servir com excelência, proteger, cuidar, a ideia sempre foi essa.

Daniel Silva (Auxiliar Administrativo)

Já estou aqui há uns 6 meses, está sendo gratificante, ajudando-me a crescer profissionalmente. Espero que esse Natal venha proporcionar esperança com paz, alegria, especialmente nesse momento de pandemia.

Roberto Franco P. dos Santos (Taxista A-2146)

Sou um dos fundadores desde a época do CEAT, todos os carros que rodei eu trouxe pra cá. Todo taxista quer vantagem, então o CIPT veio pra estar sempre à frente das outras seguradoras. Aqui recebemos o tratamento humano de pessoas que sabem do que a gente precisa. Estou muito satisfeito onde estou, inclusive indico todos os taxistas pra cá. Neste Natal, espero que os passageiros continuem acreditando na categoria de taxistas e que os colegas cresçam cada dia mais.

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