Uma operação da Coordenação de Táxi e Transportes Especiais de Salvador (Cotae) realizada na manhã desta sexta-feira (24), no Aeroporto Internacional de Salvador, reacendeu críticas da categoria sobre a forma como as fiscalizações vêm sendo conduzidas na cidade.
De acordo com o presidente da Associação Geral dos Taxistas (AGT), Denis Paim, a ação contou com a presença de mais de dez agentes, que realizaram uma série de verificações nos veículos regulamentados.
Fiscalização intensa sobre taxistas
Durante a operação, os agentes fiscalizaram diversos itens obrigatórios, como:
- Documentação dos veículos
- Crachá dos condutores
- Alvará
- Estado de conservação, incluindo pneus
- Ano de fabricação dos veículos
- Teste do bafômetro
A atuação foi considerada rigorosa pelos profissionais que estavam no local.
Categoria questiona ausência de ações contra clandestinos
Apesar de reconhecer a importância da fiscalização, Denis Paim criticou o que considera um foco desequilibrado nas ações.
Segundo ele, enquanto os taxistas regulamentados são frequentemente vistoriados, motoristas clandestinos seguem atuando no aeroporto sem a mesma intensidade de fiscalização. “Não sou contra essa fiscalização, tem que ter mesmo, mas poderia ser também contra os clandestinos, que nada se faz.”
A crítica reforça uma queixa recorrente da categoria, que aponta concorrência desleal e falta de ações efetivas contra o transporte irregular.
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Falta de soluções estruturais também é alvo de críticas
Outro ponto levantado diz respeito à ausência de soluções por parte da Semob para demandas da categoria no aeroporto.
Entre elas, a definição e organização do ponto de táxi comum, que deverá sofrer mudanças com a implantação de cancelas e limitação de tempo de permanência no local.
“Enquanto a Semob está preocupada em fiscalizar o taxista, ela não apresenta uma solução sobre o ponto do táxi comum no aeroporto de Salvador, que agora passará a ter tempo de permanência, depois da instalação das cancelas. Espero que a Semob seja sensível às nossas demandas”, cobrou Paim.
A preocupação dos taxistas é com as novas regras, que serão implementadas, sem que haja alternativas para a operação.
Cobrança por equilíbrio nas ações
A operação desta sexta-feira evidencia um cenário já conhecido: fiscalização rigorosa sobre quem está regularizado e questionamentos sobre a ausência de ações mais efetivas contra o transporte clandestino.
A categoria defende que o controle deve existir, mas de forma equilibrada, atingindo todos que atuam de forma irregular e garantindo condições justas de trabalho.
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