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O absurdo banditismo no comércio e nos serviços – Por Antônio Carlos Aquino de Oliveira

Manifestacao-transporte-clandestino-Uniao-dos-Passageiros
Manifestacao contra o transporte clandestino na Bahia, feita pela Uniao dos Passageiros, no dia 10 de agosto de 2021 - Foto: Divulgação

Todos nós já fomos vítimas e pessoas próximas a nós também tiveram imensos prejuízos com o abastecimento de nossos veículos com combustível adulterado. Como isso pode acontecer? Como, com tantos órgãos, produtoras e distribuidoras responsáveis pelo controle de qualidade e fiscalização, tamanho crime pode acontecer e continuar acontecendo impunemente?

O cidadão quando procura produtos e serviços no mercado, paga, pega nota fiscal, paga impostos e margens de lucro. Como aceitar ser vergonhosamente lesado e roubado?

Não se trata só de corrupção, de roubo e fraude, é a união do crime organizado com o crime institucionalizado, pois nesse casamento marginal só ganham os criminosos. Perde o cidadão, o contribuinte, o Estado e a sociedade.

No setor de transportes, como em todos os demais segmentos econômicos, essa rede marginal se expande e sobrevive com estímulos, como se vê na concorrência predatória e desleal entre o transporte regular e o clandestino. Um paga impostos, gera emprego, é fiscalizado, controlado e o outro joga solto, livre, impune e sem controle nenhum.

No comércio, os lojistas regulares e legais concorrem com os vendedores de carga roubada, contrabando e descaminhos.

Essa ausência do Estado, essa omissão histórica, a negligência endêmica e permissividade epidêmica dos poderes públicos e das entidades de classe são responsáveis direta e indiretamente pelo desemprego, inflação, pobreza e baixa arrecadação.

Nesse cenário absurdo e enredo de terror, o cidadão de bem não tem quem o defenda, não tem a quem recorrer. Mais que concorrência predatória, isso são práticas criminosas na terra onde a lei não vale para todos.

Não existe bandido – empresário, marginal – comerciante, criminoso – profissional, ladrão – prestador de serviços. Bandido é bandido e como tal deve ser tratado.

Antônio Carlos Aquino de Oliveira, Colunista, Falando Sério

 

 

 

 

Antônio Carlos Aquino de Oliveira

Administrador, Consultor, Palestrante e Empresário do setor de publicidade

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2 comentários em “O absurdo banditismo no comércio e nos serviços – Por Antônio Carlos Aquino de Oliveira”

  1. Nelson+A.Prata

    Com certeza estamos ao Deus dará neste cenário de flagrante desrespeito ao Estado Democrático de Direito, onde exatamente o Direito vem sendo pessimamente reinterpretado, como se fora apenas um instrumento para satisfazer interpretações pessoais movidas por outros interesses que não fazer valer o disposto no Ordenamento Jurídico-Legal do país, superpondo-se até mesmo à razão. O resultado é este de anarquia generalizada.

  2. Antonio Alberto de Jesus Santos

    Perfeito Aquino. “Bandido é bandido e como tal deve ser tratado”. Sem mais comentários.

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