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“Enxerguei na atuação como taxista a minha profissão”

Acordar cedo e nas madrugadas para atender clientes é rotina nas jornadas exaustivas do dia a dia de um taxista. No exercício de sua função, vale trabalhar até 14h para atingir a meta diária. A história que pode ser de muitos, também é a de Rupert Kapfer, que é baiano, mas filho de uma Austríaca com um Alemão, que vieram ao Brasil por conta da Segunda Guerra Mundial. Há 16 anos na praça, casado e pai de um filho, ele encontrou na vida de taxista a sua profissão. “Antes de trabalhar como taxista, tinha um restaurante com minha mãe, onde trabalhei durante dez ou doze anos. Em seguida, comecei a trabalhar na indústria, na Bosch, onde permaneci por quase dois anos. Quando sai da empresa, comprei um carro branco, pois tinha pretensão de trabalhar com turismo, mas também pensando sobre a possibilidade do táxi”, explicou sobre o início.

O começo efetivo na vida de taxista veio através de um colega da Bosch, permissionário de um alvará de táxi, que lhe ofereceu algumas diárias como motorista auxiliar. “Na época, rodei uma semana, no máximo dez dias, entreguei o carro dele e comecei a procurar um alvará para rodar. Fiquei, durante três meses trabalhando com entrega de pãozinho, até que encontrei o alvará que estou até hoje.”

 

A profissão

Crise financeira, alto índice de criminalidade, dificuldades no trânsito são as primeiras reclamações de Rupert, quando perguntado sobre o trabalho como taxista. “Vem ficando mais difícil a cada dia”, explicou ressaltando que o trabalho “já foi bom”. Mas, ainda assim, considera a profissão recompensante. “É muito árduo, você estabelece uma meta e precisa correr atrás dela. Não são todos os dias que você consegue atingir, mas, se a gente for comparar, existe muita gente que possui nível superior e não ganha o que um taxista ganha. Mas é muito trabalho para conseguir.”

 

Satisfação

Ao falar sobre seu dia a dia é fácil perceber a satisfação em exercer a função de taxista: “Não me vejo trabalhando para ninguém. É onde eu tenho a liberdade de fazer o meu horário, de ser independente”. Mas os perigos da profissão fazem não querer que seu filho siga o mesmo caminho. “Te dá um retorno se você correr muito atrás. Eu saio de madrugada para poder atingir uma meta, mas para ele eu digo não, porque acho que ele pode fazer algo mais estável e seguro, estudar para não ficar nesse sol e chuva que eu fico.”

 

Reflexão

“Como taxista, gostaria de dizer a quem for aderir à profissão, que abrace e faça com profissionalismo. Você ser taxista é fazer como se não houvesse outra profissão, fazer com primor.

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