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25/09

Descrença nas instituições públicas pode explicar a utilização de veículos clandestinos pelo cidadão

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Foto: Reprodução www.nl.dreamstime.com

Muitos taxistas argumentam que os veículos que prestam o serviço de transporte através dos aplicativos como Uber e 99Pop não são confiáveis uma vez que não passam por vistorias de órgãos fiscalizadores como a Coordenação de Táxi e Transporte Especiais (COTAE) ou o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro. De fato, a falta de fiscalização, destes e de outros órgãos, deixa o consumidor vulnerável e suscetível a acidentes que podem ser até fatais.

 

O que os taxistas não entendem é o motivo pelo qual a população parece não levar em consideração o perigo de andar num veículo que não tenha sido vistoriado. Para se ter uma ideia, um veículo que esteja equipado com um kit de Gás Natural Veicular (GNV) pode ser uma bomba ambulante caso não tenha sido vistoriado. Um erro de instalação ou a utilização de algum equipamento vencido pode gerar uma explosão de grandes proporções.

 

Esta omissão por aquilo que é regular/fiscalizado pode ser explicada com a descrença nas instituições públicas, algo muito comum no sentimento do brasileiro, e a influência de grupos de referência, especialmente nas redes sociais.

 

Não deveria acontecer, mas o cidadão parece confiar muito mais em avaliações de pessoas comuns em sites de relacionamentos do que recomendam os agentes públicos. Isso prova que a esfera pública falhou e nada fez para recuperar a sua credibilidade. Aliás, se depender da classe política, o cidadão brasileiro vai se distanciar cada vez mais da esfera pública.

 

 

 

 

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