Por Conrado Matos
Amar não é raso. É profundo tão quanto é o nosso oceano interior. Para amar é preciso que nos amem primeiro. Amar tem sua arte, comecemos pelo nosso autorretrato e autorrespeito; amar exige um olhar original do eu pleno, com toda sua nitidez, verdade e sem maquiagem; amar vem da alma e do coração dos que conseguem lançar as mãos sobre os outros. É estar no lugar do outro, principalmente, no momento mais difícil.
– Um dia um amigo me perguntou: o que faço para amar?
– Eu disse: comece logo por você. Se veja com brilho e como merecedor da felicidade. Se enxergue e se admire em seu próprio espelho. Não se deixe ser dominado pela crítica nociva da sua censura ou dos outros. Tenha um olhar para você. Uma flor murcha ainda consegue se erguer, basta regar a planta todos os dias com todo amor, dedicação e carinho. O amigo me olhou surpreso com o que eu falei para ele e me fez outra pergunta:
– O que o senhor acha de Jesus?
– Eu respondi: Jesus e Buda foram uma das flores mais vivas do universo, ensinaram aos homens como devem se amar e amar as outras pessoas.
– O amigo ficou surpreso novamente com o que eu falei e detonou mais uma pergunta para mim:
– O senhor é um Psicanalista e dizem que Freud foi um ateu?
– Eu o respondi: meu nome é Djenal Conrado de Matos e não me chamo de Sigmund Freud. Li toda biografia de Freud, mas nunca ouvi falar que ele foi um ateu. Falavam que a sua ciência, a Psicanálise era ateísta, como também a igreja disse da Filosofia no passado. Pelo que sei, Freud foi casado até o fim da sua vida com uma religiosa da religião judaica. Finalizei a minha conversa com o amigo, dizendo o seguinte para ele: para amar não importa o que você é e o que você faz, seja um ateu ou um religioso. Existe ateu que sabe mais amar do que um religioso. Amar tem sua arte e é subjetivo, coisa da alma. São águas cristalinas que surgem de si mesmo para você se ver como todo, pleno e pessoa digna de respeito. Quando você se ama, você ama as outras pessoas como elas são.
Para concluir, vejo que esse gesto de amar aos outros, escutar o sofrimento do outro e auxiliar no que for preciso, podemos chamar de empatia. A empatia é você vivenciar e compartilhar com o sentimento das pessoas. Para mim, a empatia é o maior gesto de amor que o ser humano pode ter. Depois de ouvir toda essa minha conversa, o amigo me agradeceu e se despediu de mim.
Conrado Matos
Psicanalista, Poeta, Filósofo e Escritor






1 comentário em “Amar é a arte da empatia”
Olá galera do EI TAXI, muito bom esse assunto de amor, na minha opinião amar a si próprio é a primeira coisa a se fazer antes de oferecer seus sentimentos a outras pessoas, eu descobri uma apostila onde aprendi fortalecer a mente, corpo e alma, e ter total controle sobre minhas emoções, SUPER INDICO a vocês, acesse o link abaixo para conhecer:
http://bit.ly/controle-suas-emoções
Comentários encerrados.