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25/09

Intolerância x Alergia Alimentar

Imagem: reprodução de www.spdm.org.br/blogs/nutricao
Imagem: reprodução de www.spdm.org.br/blogs/nutricao

 

Por Cecilia Almeida

 

Alergia Alimentar é uma Reação Adversa a determinado alimento. Envolve um mecanismo imunológico e tem apresentação clínica muito variável, com sintomas que podem atingir a pele, o sistema gastrintestinal e o sistema respiratório, e esses podem ser leves, como simples dormência nos lábios, chegando até as reações mais graves que podem comprometer vários órgãos.

 

Alergia Alimentar Resulta de uma resposta exagerada do organismo a determinada substância presente nos alimentos.  Reação adversa é qualquer reação indesejável que ocorre após ingestão de alimentos ou aditivos alimentares. Estas podem ser classificadas em reações tóxicas e não-tóxicas. As reações não-tóxicas, podem ser de Intolerância ou Hipersensibilidade. Estas se apresentam de forma aguda, associada com vômitos, diarreia e às vezes febre e, geralmente acometem várias pessoas que ingeriram os mesmos alimentos.

 

A Intolerância à Lactose não é uma reação alérgica, no entanto, é uma desordem metabólica onde a ausência da enzima lactase no intestino determina uma incapacidade na digestão de lactose, o que pode resultar em distensão abdominal e diarreia. A intolerância geralmente está relacionada com a quantidade de alimento ingerido e o indivíduo pode tolerar pequenos volumes de leite por dia ou se beneficiar dos leites industrializados com baixos teores de lactose. A princípio, qualquer alimento pode desencadear reação alérgica, no entanto, leite de vaca, ovo, soja, trigo, peixe e crustáceos são os mais prevalentes.

 

O amendoim, os crustáceos, o leite de vaca e as nozes são os alimentos que com maior frequência provocam reações mais graves como o choque anafilático. As manifestações clínicas mais comuns na Alergia Alimentar são: urticária, inchaço, coceira, eczema na pele, diarreia, dor abdominal, vômitos e nas crianças pequenas, pode ocorrer perda de sangue nas fezes no aparelho gastrointestinal, e no sistema respiratório, com tosse, rouquidão e chiado no peito.

 

Manifestações mais severas, acometendo vários órgãos simultaneamente (Reação Anafilática), podem também acontecer subitamente, o que necessita de socorro imediato por ser potencialmente fatal. Pois, nesse caso, o alimento induz a liberação maciça de substâncias químicas que vai determinar um quadro grave de resposta sistêmica associado à coceira generalizada, placas e edemas, tosse, rouquidão, diarreia, dor na barriga, vômitos, aperto no peito com queda da pressão arterial, arritmias cardíacas e colapso vascular (“choque anafilático”).

 

O diagnóstico de alergia alimentar vai depender de uma história clínica detalhada associada aos dados de exame físico, que podem ser complementados por testes alérgicos cutâneos que é um método de diagnóstico seguro. Deve ser realizado pelo médico especialista que após histórico clínico e exame físico, determinará quais substâncias podem ter importância no quadro clínico, portanto, deverão ser testadas e o resultado, devidamente interpretado.

 

Em algumas situações, o teste cutâneo deve ser substituído pela dosagem de IgE específica no sangue. Até o momento, não existe um medicamento específico para prevenir a Alergia Alimentar e são utilizados medicamentos para o tratamento dos sintomas (crise), sendo de extrema importância o fornecimento de orientações por escrito ao paciente e familiares para que se evite novos contatos com o alimento desencadeante. Atenção ao rótulo dos alimentos industrializados, buscando identificar nomes relacionados ao alimento que lhe causou a alergia.

 

 

Cecilia Almeida

 

 

 

 

 

 

 

 

Maria Cecilia Freitas de Almeida

Médica Alergista/Imunologista; Especialista pela Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia e Medica do Serviço de Alergia da SESAB – CRM – BA 7964

 

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