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Taxistas mantém a tradição da Linguagem do Q por aplicativos de mensagens

Quem já não ouviu um taxista conversando em código com a central de rádio, dentro de um táxi? Certamente, a turma da geração de 1990 para trás lembra bem disso. Hoje, não se ouve mais, dentro do táxi, o taxista se comunicando com a central pelo rádio e utilizando a linguagem do Q.

O avanço tecnológico causou transformações na vida do taxista, especialmente com as plataformas digitais que proporcionaram agilidade na identificação do táxi e consequente chamadas de corridas pelo usuário.

Antigamente a única maneira de se localizar um táxi, quando se ligava para uma rádio táxi, era através da central de rádio de comunicação. A operadora informava a solicitação da corrida pelo rádio e o taxista que estivesse atento respondia confirmando a disponibilidade. Embora funcionasse, demorava, e o passageiro não tinha a certeza se o táxi estava realmente próximo a ele e se iria chegar rapidamente. Hoje, o GPS (em inglês, Global Positioning System), que é um sistema de navegação por satélite, localiza o táxi e os aplicativos de mensagens permitem que o taxista e o passageiro se conectem.

Apesar disto, os taxistas encontraram uma forma de não deixar a linguagem do Q ser esquecida. Pelo menos entre eles. Pois é, o Código Q tem sido utilizado pelos taxistas em aplicativos de mensagens. É “QAP – Na escuta” pra lá, “QSL – Entendido, OK” pra cá, que faz com o que os novos taxistas aprendam e mantenham a tradição da categoria.

Os profissionais se utilizam desses códigos para passar informações sobre o trânsito, onde tem as melhores corridas, para onde estão indo ou quando o assunto é relacionado à dinheiro, por exemplo.

O código Q original foi criado aproximadamente em 1909 pelo governo britânico, como uma lista de abreviações preparadas para o uso dos navios britânicos das forças armadas se comunicarem e foi aprovado em 21 de dezembro de 1959, na Convenção Internacional de Telecomunicações, em Genebra. O objetivo era simplificar a comunicação, dar maior fluidez, e principalmente viabilizar o entendimento entre operadores de radiocomunicação em qualquer idioma, tanto falado, quanto codificado em Código Morse, substituindo as informações por um conjunto de três letras, sempre iniciadas pela letra Q. Veja abaixo os Códigos “Q”:

QAP – Na escuta;
QRA – Nome, pessoa;
QRF – Refeição;
QRG – Frequência, canal;
QRH – Está havendo variação de frequência;
QRI – Tonalidade de transmissão;
QRL – Estou ocupado;
QRM – Interferência provocada por outra estação;
QRN – Interferência provocada por estática;
QRO – Abrir squelch ou limitador;
QRQ – Manipular rapidamente;
QRS – Manipular lentamente;
QRT – Parar de transmitir;
QRU – Tem alguma mensagem;
QRV – Estou à disposição;
QRX – Aguarde um instante que chamarei;
QRY – Quando será a minha vez de transmitir?
QRZ – Quem está chamando?
QSA – Intensidade de sinais (1/1- muito fraca; 2/2- fraca; 3/3- regular; 4/4- boa; 5/5- ótima);
QSB – Sinal oscilando;
QSJ – Relativo à dinheiro;
QSL – Entendido, OK;
QSM – Repita;
QSO – Pedido de autorização p/ contato com outro rádio;
QSP – Ponte, Retransmissão de mensagem para outra estação; 
QSY – Transmitir em outra freqüência, Mudar de canal;
QTA – Mensagem cancelada; 
QTC – Mensagem, assunto;
QTH – Local, Endereço;
QTI – Destino exato para onde se vai; 
QTO – Banheiro;
QTU – Turno e equipe de trabalho;
QTR – Horas;
TKS – Obrigado;
PTT – Botão de toque de falar.

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4 respostas

  1. Tempo bom, onde havia grande solidariedade entre os colegas. Se alguém desse um QUF (em perigo) todos de mobilizavam.

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