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Taxista é assassinado em Salvador após atender corrida no Caminho de Areia; 11 mortes já foram registradas em 2020

Por Pedro Vilas Boas

Um taxista foi assassinado na noite de quarta-feira (21) após atender a uma corrida no bairro de Caminho de Areia, em Salvador. Carlos Eduardo (A-4315), de 39 anos, buscou um casal com destino a uma rua da mesma localidade.

Segundo Denis Paim, presidente licenciado da Associação Geral dos Taxistas (AGT), o taxista foi surpreendido por três criminosos, quando chegou ao destino dos passageiros. Os bandidos entraram no veículo e ordenaram que o motorista dirigisse em direção ao bairro da Calçada, na Cidade Baixa. “Chegando lá, puxou a mulher pelo cabelo e atirou no passageiro e no taxista. Levou o táxi embora e largou a mulher e os dois mortos lá”, conta Denis, em entrevista ao Ei, Táxi.

O carro foi encontrado por volta das 4h desta quinta-feira (22) na Rótula do Abacaxi. Com a chave no carro e sem gasolina, Denis Paim informou que o veículo foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba.

Carlos Eduardo, que rodava no próprio bairro de Caminho de Areia, era taxista há 10 anos. Ele deixa esposa e um filho de apenas 8 anos. “Ele era meu amigo de infância, jogávamos bola juntos no bairro de Castelo Branco. Estou dando todo apoio e tentando ver com a Sempre [Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza] a questão do velório”, disse Denis Paim.

Balanço Negativo em Salvador

De acordo com a Associação Geral dos Taxistas (AGT), 11 taxistas já morreram durante o exercício do trabalho só neste ano, em Salvador. Ao todo, foram 362 taxistas assaltados e 58 carros levados pelos bandidos. Do total de veículos roubados, 52 foram recuperados. Entre os 6 táxis não recuperados, está o veículo do próprio Denis Paim, que foi assaltado pela segunda vez no dia 11 de setembro.

Neste mês, foram 26 táxis assaltados e 1 morte registrada. “Isso é a certeza da impunidade. Temos 11 taxistas mortos na cidade de Salvador e nenhum dos casos foi elucidado até hoje. Continuamos buscando junto à SSP [Secretaria de Segurança Pública da Bahia], DHPP, uma delegacia especializada para elucidar esses casos”, lamenta Denis Paim.

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3 respostas

  1. São os bandidos mandando na cidade, policiais trabalhando com receio de punições, ainda assim policiais também são vítimas desses marginais, enquanto esse códico penal não ser atualizado todos estaremos refém da bandidagem que desafiam a polícia já que tem proteção da justiça.

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