“Uma pequena bússola sobre o dia a dia do taxista”
Esse foi o pensamento do taxista Garibaldi França quando transcreveu 31 anos de experiências vividas dentro de um táxi na cidade de Feira de Santana, na Bahia, em seu segundo livro, O dia a dia do TAXISTA, lançado em setembro de 2013.
França, como é chamado pelos amigos, 61 anos recém-comemorados em 19/03, casado com Elienai França, pai de Silas (servidor público no Tribunal Regional do Trabalho de Guarulhos-SP) e Felipe (Preparador Físico em Feira de Santana), é aquela figura que pode ser descrita como um “cara bom de papo”.
O Ei, Táxi foi até a Princesinha do Sertão para aprender um pouco da sabedoria desse bom baiano nascido no distrito de João Amaro, município de Iaçu, na Chapada Diamantina.
França havia sido motorista da fábrica de suco Maraú até perder o emprego, em 1982, quando conseguiu o seu alvará 0985, e se transformou num profissional do táxi, o qual ele descreve como “um ser humano que empreende e que também surpreende, porque se supera diante de muitas dificuldades do dia a dia”.
A adaptação no táxi veio com a vivência, seu início foi numa época em que havia muitos clientes e a profissão não era tão perigosa quanto hoje. Seu primeiro companheiro de trabalho foi o charmoso Fusca, aliás, um personagem de destaque em sua obra. “tenho o fusca como o grande desbravador desta profissão, o carro que não será esquecido. Naquela época, a prefeitura exigia que retirássemos o banco do carona para que acomodássemos as bagagens dos passageiros”, conta com um sorriso saudosista.
O dia a dia do TAXISTA é dividido em pequenos capítulos, onde cada um conta fatos [Uma viagem sem retorno], peculiaridades da categoria [O horário que camufla o perigo], além da opinião do autor sobre o profissional, o passageiro ou a evolução do segmento [A falta de união atrapalha o progresso da categoria].
Batalhador e dedicado como milhares de profissionais que labutam dentro de um veículo, França também foi vítima da falta de humanidade. No dia 9 de junho de 2012, um sábado, às 20h20, no ponto de táxi do bairro do Tomba, em Feira de Santana, um passageiro pediu que o levasse até a BR 324, próximo à fábrica da Nestle, para ali anunciar o assalto e levar a ferramenta de trabalho do taxista. O assalto em si não foi o grande problema perto da agressão física e psicológica sofrida pelo ser humano. França recebeu duas facadas nas costas e não fosse a graça divina materializada nas mãos dos médicos, esse baiano, hoje, não estaria aqui pra contar tantas histórias. Em seu livro, ele agradece no capítulo 126 [Um milagre operado sob medida].
Aproveitamos a oportunidade para ouvir dele o que ele pensa a respeito dessa avalanche enfrentada pela categoria, após o surgimento do transporte de passageiros por veículos particulares através de aplicativos. “Tudo aconteceu para que refizéssemos o caminho mal trilhado, só agora percebido, a má qualidade de atendimento prestado ao nosso cliente”, comenta. Ele explica que o taxista precisará ser flexível, deixar de lado a rigidez do taxímetro e buscar negociar com o cliente ou quem insistir no modelo atual seguirá perdendo clientes para os aplicativos. “Sinto-me preocupado com aqueles que vivem exclusivamente do táxi”, revela. Para ele é preciso ter uma segunda fonte de receita.
França, hoje, roda nos fins de semana e nas horas vagas, porém sua atividade principal, após o ocorrido em 2012, está dentro da Cooptax de Feira de Santana, onde é diretor.
A pouca escolaridade, como ele mesmo gosta de frisar, não foi capaz de segurar um autodidata, apaixonado pela leitura, responsável por construir uma bela família e uma história de vida inspiradora.
Para conhecer mais sobre as histórias de Garibaldi França, basta ler o livro “O dia a dia do TAXISTA”.
Serviço:
Livro: O dia a dia do TAXISTA
Autor: Garibaldi França
Editora: Tribuna Evangélica Edições e Publicações
Vendas: (75) 9.9217-5454 / [email protected]
Valor: R$ 15,00




