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Falsos taxistas aplicam golpe da maquininha e causam prejuízo bilionário: categoria pede atenção à forma como casos são divulgados

Golpe da maquininha
No momento do pagamento, o criminoso informa que o aparelho não aceita Pix nem aproximação, exigindo o uso do cartão físico e solicitando que o cliente digite a senha em um equipamento sem visor - Imagem: Reprodução/Fantástico

Uma reportagem exibida no programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (27), trouxe à tona mais uma vez o chamado “golpe da maquininha”, que tem enganado passageiros em diferentes cidades do Brasil. De acordo com a reportagem, criminosos se passam por motoristas de táxi e, ao final da corrida, aplicam o golpe utilizando maquininhas adulteradas. A estimativa é de que o prejuízo já tenha ultrapassado R$ 4,8 bilhões em apenas 12 meses.

Apesar de o programa deixar claro que os autores do golpe não são taxistas de fato, mas sim criminosos que se passam por profissionais da categoria, a forma como a notícia tem sido repercutida em outras mídias — muitas vezes com títulos que incluem o termo “taxista” — tem gerado preocupação entre os verdadeiros trabalhadores do setor. Isso porque muitos leitores acabam não percebendo a distinção entre os taxistas legalmente cadastrados e os golpistas disfarçados, o que pode causar danos à imagem da categoria.

A armadilha segue um padrão: o suposto motorista se apresenta como taxista, geralmente com um carro descaracterizado, e atrai a vítima com uma corrida “rápida”. No momento do pagamento, informa que o aparelho não aceita Pix nem aproximação, exigindo o uso do cartão físico e solicitando que o cliente digite a senha em um equipamento sem visor. Enquanto simula dificuldades na conexão, o criminoso registra a senha digitada e troca o cartão verdadeiro por outro, aplicando o golpe sem que a vítima perceba de imediato.

O caso ganhou destaque com o depoimento do médico Thales Bretas, viúvo do humorista Paulo Gustavo, que contou ter caído na armadilha ao utilizar um falso táxi no Rio de Janeiro. O prejuízo dele foi de R$ 4.215, mas outros casos chegaram a valores ainda maiores. No total, mais de dois milhões de estelionatos foram registrados em 2024, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Taxistas demonstram preocupação com a repercussão desse tipo de crime. Eles defendem que o termo “falso taxista” seja adotado de forma rigorosa pela imprensa, para evitar generalizações que prejudiquem os milhares de profissionais que atuam legalmente, pagam impostos, passam por vistorias regulares e trabalham com segurança e responsabilidade.

“Quando um criminoso se disfarça de médico e aplica golpes em pacientes, ele não representa toda a classe médica. O mesmo deve valer para o taxista. É preciso deixar claro que estamos falando de falsários”, afirmou um taxista do Rio que preferiu não se identificar.

A recomendação da polícia é que os passageiros utilizem aplicativos oficiais de táxi, que já incluem o pagamento integrado, ou embarquem em pontos regulamentados, onde os condutores estão devidamente cadastrados. Também é importante evitar entregar o cartão físico a terceiros e sempre preferir o uso por aproximação ou via Pix.

O Portal Ei, Táxi reforça que o golpe é grave, precisa ser combatido, e as vítimas merecem apoio e justiça. Mas também alerta: quem comete o crime é o golpista, e não o taxista profissional. A distinção precisa ser respeitada.

Com informações de g1.globo.com/fantastico

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