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Detalhes sobre o Projeto que garante direito à transferência da autorização de táxi

Taxistas acompanharam a análise na Comissão
Taxistas acompanharam a análise na Comissão - Imagem: Reprodução/TV Senado

A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou nesta terça-feira (15) o Projeto de Lei 680/2024, de autoria do senador Weverton (PDT-MA), que regulamenta o direito dos taxistas de transferirem suas autorizações para exploração do serviço de táxi, inclusive permitindo a sucessão para seus herdeiros em caso de falecimento. Agora, o texto segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A proposta nasce da necessidade de se criar segurança jurídica para a categoria, após o Supremo Tribunal Federal (STF) considerar inconstitucionais dispositivos da Lei de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/2012) que previam a transferência, por entender que faltavam critérios objetivos. No entanto, o STF definiu que a decisão só produziria efeitos a partir de 20 abril deste ano.

Proteção para mais de 600 mil famílias

Segundo o senador Weverton, o objetivo é garantir estabilidade e continuidade para mais de 600 mil taxistas e suas famílias em todo o país. “O serviço de táxi representa, para muitos, o único patrimônio e fonte de renda familiar. É comum ver avô, filho e neto exercendo essa atividade ao longo das gerações”, explicou o autor.

Substitutivo de Efraim Filho detalha regras

O texto aprovado na CI foi um substitutivo apresentado pelo relator, senador Efraim Filho (União-PB), que fez ajustes técnicos e incluiu dispositivos importantes ao projeto original, sem alterar a essência da proposta.

Entre os principais pontos do novo texto estão:

  • Transferência permitida em vida e por sucessão: o texto autoriza a comercialização da autorização enquanto o titular estiver vivo, e assegura a sucessão em caso de falecimento do taxista, algo que gerava insegurança jurídica até então.
  • Requisitos definidos pelos municípios: o novo titular da autorização deverá cumprir todas as exigências que constavam na outorga original. Isso evita que a transferência seja feita para quem não atende aos critérios técnicos, legais e operacionais previstos pelas prefeituras.
  • Proibição de ociosidade e penalidades: caso o serviço de táxi fique inativo de forma injustificada, o taxista poderá ser penalizado com multas, perda da autorização e impedimento de requerer uma nova outorga por até três anos.
  • Fiscalização municipal: o texto reforça que compete aos municípios o poder de regular, fiscalizar e aplicar penalidades relacionadas ao serviço de táxi.

Caminho do projeto

Com a aprovação na Comissão de Infraestrutura, o PL 680/2024 agora será apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso seja aprovado, o texto seguirá para votação no plenário do Senado e, em seguida, para análise na Câmara dos Deputados.

Para os representantes da categoria, como a Frente Nacional do Táxi (Frennatáxi) e lideranças estaduais que estiveram em Brasília nas últimas semanas, a aprovação na CI representa um passo fundamental para garantir segurança jurídica à atividade.

O Portal Ei Táxi continuará acompanhando a tramitação do PL 680/2024 e trará, em breve, novas atualizações sobre o tema.

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