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As (In)Convenientes Interpretações dos Livros Sagrados

Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ
Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ

 

Por Antonio Carlos Aquino de Oliveira

 

Os homens menores perdem a noção dos seus limites, abusam e deixam menores os que os seguem de forma cega, servil e alienada.

 

Tem sido de uma violência indescritível ver a Constituição Brasileira ser constante e permanentemente usada à luz das conveniências de alguns e em desfavor da maioria da sociedade brasileira. Um mesmo artigo da Carta Magna, que deveria ter o mesmo sentido e significado para todos é traduzido de diferentes formas por juízes, iguais, que se dividem em decisões e placares apertados, racham-se entre os, a favor ou contra, onde os que ganham também perdem. Nos erros e no arbítrio perdemos todos.

 

Também se observa absurdo igual no procedimento que se vê nas interpretações e traduções da Bíblia, dos Evangelhos e das Escrituras Sagradas, onde, à luz de conveniências e interesses, nem sempre com critérios e valores religiosos e éticos, alguns usam, abusam e levam remuneradas vantagens sobre incautos fiéis. Sobre os mais inescrupulosos pretextos, em nome de Deus se mata, se persegue, se faz guerra, se violenta e se corrompe.

 

Tribunais e Igrejas precisam e devem ser lugares de respeito às leis dos homens e de Deus, de defesa dos mais sagrados direitos humanos e espirituais, de dignas e edificantes traduções dos seus textos para a construção de uma sociedade soberana, civilizada e livre.

 

Não são analfabetos os ignorantes que usam os livros e textos para distorcer a justiça e a verdade, os conceitos mais elevados dos direitos e deveres humanos, legais, cristãos. São desqualificadas pessoas de má fé e índole que abusam da confiança dos inocentes crentes e cidadãos de bem.

 

Existem muitas formas de ditaduras, de autoritarismo, intolerância e violência, dentre elas o abuso de autoridade, a manipulação da informação, o uso inescrupuloso de cargos, os desvios de funções, a prevaricação e o descaminho.

 

Para a sociedade, para povo brasileiro só há um caminho: a leitura, o saber, a educação, o conhecimento, o exercício pleno da cidadania e da consciência cívica – religiosa.

 

Um povo educado e civilizado não pode ser manipulado ou usado impunemente. O analfabetismo e a ignorância custam imensamente caro ao Brasil, e mais caro ainda se paga pelo atraso causado aos inocentes usados e aos conscientes violentados.

 

Inexistem canais de protestos, instituições fortes, confiáveis e ilibadas, processos transparentes e sistemas éticos. Portanto, resta um único caminho a trilhar: Apelo a cada um e a todo por mais estudo, educação, trabalho, informação qualificada, consciência com saber, civilidade em forma de atitude, práticas éticas, cidadania plena e livre como forma de conviver, existir e ser de cada brasileiro que aspira por um país melhor.

 

Ninguém nos dará um país mais justo e melhor, nos cabe construí-lo. Não precisamos de heróis, ídolos e gurus, precisamos do melhor de cada um de nós.

 

 

aquino

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Antonio Carlos Aquino de Oliveira

Administrador, Consultor, Palestrante e Empresário do setor de publicidade

[email protected]

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1 comentário em “As (In)Convenientes Interpretações dos Livros Sagrados”

  1. Cláudio Cotias

    “Mesmo com constituições avançadas, um povo ignorante é escravo.

Comentários encerrados.

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