Por Helton Carlucho
A Portaria 338/2019 do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) trouxe uma nova regra para padronização dos sensores de velocidade utilizados em taxímetros. A norma, de 20 de agosto de 2019, aponta problemas na segurança e na eficácia do sistema atual como motivos para a mudança. O prazo para adequação é 2022.
“… Considerando que as instalações utilizando os sensores de rotação do ABS podem causar mau funcionamento nestes sistemas, além de, eventualmente, provocar a perda da garantia da montadora […] Considerando que as instalações nas linhas de sinal do veículo (CAN) são passíveis de manipulação da informação de velocidade, causando medições não verdadeiras e, consequentemente, prejuízo aos consumidores […] Os taxímetros instalados em automóveis-táxi devem utilizar sensores (transdutores) próprios, com o uso de cinta magnética fixada ao eixo dianteiro do veículo e ligações por meio de módulo de inspeção”, diz o texto sobre a instalação do novo sistema.
Prazo – Ainda segundo a portaria, cabe às unidades regionais do órgão – no caso da Bahia, o Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro) – estabelecer os prazos para a substituição do equipamento, sem prejuízo aos taxistas. O prazo máximo para troca é de dois anos. A adequação antes disso só é obrigatória em caso de renovação do veículo ou necessidade de reparo no taxímetro. Mas há exceções.

Em reunião entre representantes do Ibametro, a Associação Geral dos Taxistas (AGT) e oficinas credenciadas, no dia 14 de janeiro, foram definidos detalhes sobre o procedimento. De acordo com o Diretor de Regulação de Mercado do Ibametro, Gildásio Rocha, como estabelecido na Portaria, o órgão vai agir de forma a não haver prejuízos para a categoria. “Suponhamos que um cidadão que tenha um veículo modelo 2017, e que tenha um equipamento antigo, em que ele esteja metrologicamente adequado para ser utilizado. Se ele pode colocar no novo [veículo]?, claro que ele pode. De um lado, a portaria diz que os veículos novos terão que ter o equipamento novo, por outro lado, ela está dizendo que o estoque remanescente poderá ser colocado”, esclarece. As oficinas que possuírem unidades do modelo antigo também não serão prejudicadas e poderão comercializá-las.
Segundo Denis Paim, presidente da AGT, os esclarecimentos prestados pelo Ibametro mostram que a exigência não trará prejuízos para a categoria. “É importante que o taxista possa reutilizar o sensor que já possui, sem ter que efetuar um gasto de forma desnecessária”, comenta.
Valores iniciais assustaram – No primeiro momento, o novo equipamento foi anunciado com o preço de R$ 1.000,00, mas foi reduzido após pressão da categoria. Segundo João Adorno, porta-voz da Comissão dos Taxistas, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Brasília o equipamento custa em média R$ 400,00. “Assim que tomamos conhecimento da cobrança de valores acima do normal, a gente entrou em contato com os representantes da FIP, em São Paulo, e levamos para ele a insatisfação da categoria. Através dessa conversa, eles entraram em contato com a oficina que representa a FIP aqui”, diz.
Consultado pela reportagem do Ei, Táxi, Bira Taxímetro, oficina credenciada em Salvador, informou que a instalação do novo sistema custa R$ 470,00, R$ 220 a mais que o modelo atual. Apesar do valor maior e da não-exigência da troca imediata, Bira esclarece que a atualização é mais vantajosa e que, além de oferecer mais segurança, é definitiva.





10 comentários em “Inmetro estabelece nova Portaria para instalação de taxímetros; prazo para adequação é 2022”
Ridícula a desculpa que o Inmetro arrumou para retirar dinheiro do taxista e engordar as contas bancárias das oficinas.
Pelo que saiba, os carros atuais, o taxímetro e ligado na eletrônica do carro junto aos fios do sensor de rotação do motor que não permite alteração como Inmetro diz.
Isso de alteração ligando ao sensor do ABS, Cam, etc é apenas desculpa para roubar dinheiro.
Se está tão preocupado com alterações, porquê não acabam com o taxímetro virtual usado pelos apps que roubam o passageiro na cara dura, não é homologado pelo órgão?
Pior é ouvir a hipocrisia desse órgão que, ao ser questionado, fala que taxímetro virtual não mede por distância e sim por posição geográfica diferente do taxímetro físico e com isso não podem fazer nada…
Ridícula e hipócrita a desculpa para se omitir de suas responsabilidades.
Fim do taxímetro físico isto é o correto. Os apps trabalhando com o preço que acham conveniente, o passageiro paga sem fazer cara feia. Com os apps só quem perdeu fomos nós. Para o governo está bom demais, continuam ganhando com os táxis e com os carros particulares.
Querem tirar dinheiro de quem não tem. Vergonha esse País, não concordo com o fim do taxímetro, pois isso legitima nossa PROFISSÃO. os Apps precisam ser fiscalizados e acabar com essa pouca vergonha. E a aferição não deveria acontecer 1 vez por ano, pq o aumento não justifica o custo. Sacanagem!
Vergonha país sem vergonha na minha cidade passamos cinco anos sem almento agora o prefeito deu 10 por cento só no pulo na bandeirada não deu.
So Querem dinheiro deixe agente quieto…coleque taxímetro nos aplicativos vocês vão ganhar mais.
Isso é imoral desde quando nos não temos aumento de tarifa a quatro anos agora apareço essa novidade pra tirar algum do Taxista. Concordo com o colega acima: fim do taxímetro é cobrar por celular. Porque tem alguma regra p os aplicativos,alguma despesa,alguma vistoria,alguma fiscalização.??? O Fumo só entra no Taxista. REGIME MILITAR JA
Totalmente imoral. Equipamento quase em desuso. FORMA escancarada de faturar em cima dos taxistas. Hoje em dia 70% das corridas de táxi são cobradas pelos APP.
Falta de vergonha da cara!!
Se a categoria tiver disposição, eu proponho um boicote, ninguém faz vistoria nenhuma, não pelo dispositivo, mas sim, pelo fato, do Inmetro está sendo conivente, com a ilegalidade dos apps de carros particulares que trabalham com aplicativos, sem nenhuma fiscalização do Inmetro, o que é ILEGAL!!!
O INMETRO TEM QUE TOMAR VERGONHA NA CARA, E FAZER CUMPRIR A LEI, COM OS APPS DE CARROS PARTICULARES, ISTO SIM!!!
Bom dia , cinta magnética todo Chevrolet tem a mesma e fixada na barra da homocinetica , e a leitura e feita por um sensor!! não estou entendendo como tal sistema pode causar danos ao usuário uma vez que a barra é fixa a roda e suspensão do mesmo!!!! Aos senhores dirigentes da secretaria ao invés de ficar atrás das mesas deveriam ir às oficinas e conhecer, mais os sistemas!!!!!
Não concordo com nada, mais despesa, isso é um absurdo, o relógio poderia acabar e cobrar como os aplicativos cobram, pelo telefone celular, o relógio é um instrumento absoleto vocês querem é arrecadar mais dinheiro, fim do relógio taximetrico.
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