A Semob volta a ser alvo de críticas por parte dos taxistas de Salvador, desta vez por atrasos e falhas operacionais em serviços básicos que impactam diretamente o trabalho da categoria.
Profissionais relatam que a “Solicitação de Emplacamento Veicular (Baixa do Veículo) para Táxi” tem levado mais de 15 dias para ser concluída, impedindo que o taxista dê baixa no veículo antigo e finalize a troca, mesmo já estando com o carro novo disponível na concessionária.
O problema não é pontual. Segundo os relatos, a demora tem sido recorrente, gerando prejuízos financeiros e impedindo que os profissionais trabalhem dentro da regularidade.
Falhas no sistema impedem renovação de crachá
Outro problema grave envolve a “Solicitação de Renovação do Cartão de Identificação do Autorizatário”.
O serviço simplesmente não está disponível para taxistas na plataforma Salvador Digital. Enquanto isso, categorias como mototáxi e transporte escolar conseguem realizar o procedimento normalmente.
Na tentativa de resolver a situação por outro caminho, os profissionais se deparam com mais um obstáculo: o sistema de agendamento também não oferece datas disponíveis, caso o taxista tente a opção de “Emissão do Cartão de Identificação”.
Na prática, o taxista fica sem alternativa — e corre o risco de ser considerado irregular.
Falta de resposta e desorganização interna
Diante dos problemas, taxistas têm buscado esclarecimentos junto à Semob, seja por telefone ou presencialmente.
A resposta é sempre a mesma: ninguém sabe explicar o que está acontecendo.
A ausência de informações e soluções evidencia uma desorganização interna preocupante, com falhas de processos e comunicação dentro da própria secretaria.
O Portal Ei Táxi também procurou a Semob para esclarecimentos. Até o fechamento desta matéria, não houve qualquer resposta.
Quem fiscaliza a Semob?
Diante de um cenário como esse, surge uma pergunta inevitável: quem está fiscalizando o Executivo?
A Câmara Municipal de Salvador, que deveria exercer esse papel, parece distante da realidade enfrentada pelos taxistas.
Enquanto vereadores da base governista seguem alinhados ao Executivo, os parlamentares de oposição não demonstram efetividade na fiscalização ou sequer interesse em aprofundar as denúncias que chegam diariamente.
E o Ministério Público?
Outro órgão que chama atenção pela ausência é o Ministério Público da Bahia.
Diante de uma possível falha sistêmica que prejudica trabalhadores e compromete um serviço público, não há, até o momento, qualquer sinal de apuração ou intervenção.
A inércia levanta questionamentos sobre o cumprimento do papel institucional de fiscalização.
O prefeito sabe disso?
Em meio a esse cenário, fica uma dúvida direta: o prefeito Bruno Reis tem conhecimento do que está acontecendo na Semob?
Se sabe, por que nada foi feito até agora?
Se não sabe, por que a informação não chega até o chefe do Executivo?
Categoria segue prejudicada
Enquanto não há respostas, os taxistas continuam sendo os principais prejudicados.
Sem conseguir trocar veículos ou renovar documentos obrigatórios, muitos profissionais ficam impedidos de trabalhar ou operam sob risco de penalidades.
Problemas simples, que deveriam ser resolvidos com eficiência administrativa, acabam se transformando em obstáculos que afetam diretamente o sustento de quem depende da atividade.
O Portal Ei Táxi seguirá acompanhando e cobrando respostas.




