Taxistas que trabalham no ponto localizado na Rua Jardim Castro Alves, no bairro do Caminho de Areia, em Salvador, voltaram a denunciar a ocupação irregular das vagas destinadas aos táxis por carros particulares e motocicletas. Segundo os profissionais, o problema persiste e dificulta a organização da fila, obrigando motoristas a realizar manobras para conseguir estacionar e aguardar passageiros.
A situação já havia sido relatada em uma matéria anterior do Ei, Táxi, “Taxistas denunciam carros e motos ocupando pontos de táxi em Salvador”. Agora, os trabalhadores afirmam que o problema continua sem uma solução efetiva.
“Tá demais, toda hora tem táxi fazendo baliza, por causa de moto no meio da fila. Já derrubaram moto aqui e teve problemas por causa disso”, contou um taxista que atua no ponto e pediu para não ser identificado.
Além de ocupar o espaço destinado aos táxis, os veículos estacionados na fila podem dificultar as manobras e aumentar o risco de incidentes. O relato do profissional sobre uma motocicleta derrubada reforça a preocupação com a segurança e com as condições de trabalho no local.
Taxistas cobram providências dos órgãos municipais
Os profissionais direcionam as cobranças à Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) e à Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob). Segundo um dos taxistas, a ausência de fiscalização e de punições contribui para a continuidade do problema.
“A Transalvador e a Semob não fazem nada pra evitar essa situação e nem multam esses motoristas. Quem paga essa conta é o taxista, sempre assim”, afirmou.
Os taxistas cobram fiscalização regular para garantir que o espaço seja utilizado de acordo com sua finalidade.
Além da fiscalização, os taxistas pedem a requalificação do ponto da Rua Jardim Castro Alves, com a instalação de placas de sinalização e a pintura das faixas no chão para delimitar e identificar as vagas destinadas aos táxis. Os profissionais esperam que as melhorias ajudem a evitar a ocupação indevida do espaço por carros e motocicletas particulares e garantam melhores condições de trabalho para quem utiliza o ponto diariamente.
A ocupação dessas vagas prejudica o trabalho dos profissionais que dependem do ponto para atender passageiros e pode provocar conflitos e dificuldades de circulação entre os veículos.
Até quando o problema vai continuar?
A repetição das denúncias levanta questionamentos sobre a fiscalização dos pontos de táxi em Salvador. Os profissionais precisam de condições adequadas para trabalhar, enquanto a ocupação irregular das vagas exige uma resposta dos órgãos responsáveis pelo trânsito e pela mobilidade urbana.
O Ei, Táxi mantém espaço aberto para que a Transalvador e a Semob apresentem esclarecimentos sobre as reclamações, informem se há fiscalização no local e expliquem quais providências poderão ser adotadas para resolver a situação.