Os taxistas de Salvador voltam a denunciar um problema que interfere diretamente na rotina de trabalho da categoria: a ocupação dos pontos de táxi por veículos particulares.
Segundo denúncias enviadas ao Portal Ei, Táxi, a situação ocorre em diferentes regiões da cidade e, apesar das reclamações dos profissionais, ainda haveria dificuldade para conseguir uma fiscalização efetiva por parte da Transalvador.
No último domingo (20), cinco carros particulares foram flagrados estacionados no ponto de táxi localizado na Rua Barão de Sergy, no Largo do Porto da Barra.
O flagrante foi registrado pelo taxista Da Paz, que pediu ao colega Denis Paim apoio na cobrança por uma fiscalização mais efetiva do órgão de trânsito.
Segundo Da Paz, o problema não se restringe à Barra. Ele afirma que situações semelhantes são observadas em outros pontos da cidade, como no Largo da Lapinha, no Santo Antônio Além do Carmo e no Largo Dois de Julho.
Para o taxista, a repetição das ocorrências estaria relacionada tanto à falta de conscientização dos motoristas quanto à ausência de fiscalização e punição capazes de evitar que os pontos sejam utilizados irregularmente.
Motocicleta também ocupa ponto de táxi
O problema voltou a ser registrado nesta terça-feira (23), desta vez na Rua Jardim Castro Alves, no Caminho de Areia, na Cidade Baixa.
Uma motocicleta foi flagrada estacionada no espaço destinado aos táxis, dificultando a utilização do ponto pelos profissionais que trabalham na região.
Um taxista que atua no local e preferiu não se identificar relatou que a situação exige até mesmo manobras para conseguir utilizar o espaço.
“Precisamos manobrar o veículo para não bater nas motos.”
Segundo o profissional, o problema no ponto do Caminho de Areia ocorre diariamente.
Ele também afirmou que os taxistas que trabalham na região já acionaram agentes da Transalvador para solicitar providências, mas a situação continuaria acontecendo.
Quem fiscaliza os pontos?
A ocupação irregular de pontos de táxi coloca em discussão não apenas o comportamento dos motoristas que estacionam nesses locais, mas também a capacidade de fiscalização dos espaços destinados ao serviço regulamentado.
Para os taxistas, não basta existir uma sinalização indicando que determinado espaço é exclusivo para o serviço. É necessário que haja fiscalização e que as infrações sejam efetivamente coibidas.
Quando um veículo particular ocupa o ponto, o taxista pode ser obrigado a parar fora do espaço destinado à categoria, procurar outro local ou realizar manobras para conseguir embarcar e desembarcar passageiros.
O problema ganha ainda mais importância em locais de grande circulação, onde a disponibilidade do ponto está diretamente relacionada à operação dos profissionais.
Transalvador foi procurada
O Portal Ei, Táxi procurou a Transalvador para saber quais medidas são adotadas diante das denúncias de ocupação irregular dos pontos de táxi e se existe algum planejamento específico de fiscalização sobre esse tipo de infração.
Até o fechamento desta matéria, o órgão não havia respondido aos questionamentos da reportagem.
O espaço permanece aberto para que a Transalvador apresente seus esclarecimentos e informe quais providências podem ser adotadas para evitar que os pontos de táxi continuem sendo ocupados irregularmente.




