A implantação do Zona Azul Digital em João Pessoa, iniciada em setembro deste ano, voltou ao centro das discussões nesta quarta-feira (12), durante audiência pública realizada pela Câmara Municipal. O encontro reuniu lojistas, motoboys, servidores públicos e, especialmente, taxistas, que expuseram dificuldades e cobraram o respeito à legislação que garante isenção para a categoria.
Representando os profissionais do táxi, Flaviano Oliveira, presidente da Associação de Taxistas Amigos Cristãos da Paraíba, fez um apelo direto aos vereadores e à Semob-JP. Ele lembrou que existe uma lei municipal de 2005 que assegura ao taxista o direito de estacionar na Zona Azul quando estiver conduzindo passageiro — prática que, segundo ele, deixou de ser reconhecida pelos agentes de fiscalização.
“Há 20 anos temos esse direito. Fomos surpreendidos quando vários colegas passaram a ser autuados, mesmo com passageiro a bordo. Já levamos o caso ao superintendente da Semob, protocolamos a documentação e agora esperamos a regularização”, afirmou Flaviano.
Além da cobrança pelo cumprimento da lei, taxistas relataram que o novo sistema tem afetado o atendimento aos passageiros e aumentado os custos operacionais, especialmente em áreas onde os pontos de táxi convivem com grande fluxo de veículos e pouca disponibilidade de vagas.
Outros setores também reclamam
Lojistas afirmaram que o comércio do Centro foi diretamente prejudicado, com queda significativa no movimento. Motoboys relataram dificuldades para realizar entregas e abastecer. Servidores públicos e trabalhadores de órgãos públicos pediram mais diálogo e revisão de regras.
Encaminhamentos
A vereadora Jailma Carvalho (PSB), presidente da Comissão de Políticas Públicas (CPP), afirmou que levará o debate ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). Segundo ela, o tema não deve ser tratado como disputa política, mas como pauta essencial da cidade.
Taxistas aguardam que a Semob se manifeste sobre o restabelecimento da isenção e sobre ajustes no sistema que levem em conta o impacto direto na mobilidade e no serviço prestado à população.




