Após reunião realizada no último dia 17 de junho entre o presidente da Associação Geral dos Taxistas (AGT), Denis Paim, e representantes da Vinci Airports — empresa que administra o Aeroporto Internacional de Salvador — o Portal Ei Táxi procurou a concessionária para obter esclarecimentos sobre a polêmica envolvendo a atual sinalização e a localização do ponto de táxi comum.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Vinci Airports informou que toda a organização do meio-fio e da sinalização segue o projeto validado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde o início da concessão, em 2018. Ainda segundo a empresa, a fila do táxi comum continuará no local onde está atualmente: em frente ao portão de desembarque A, com seis vagas operacionais.
A resposta da Vinci frustra a expectativa dos taxistas que trabalham no terminal e que desejam o retorno da “cabeça da fila” ao ponto anterior, conhecido por oferecer maior visibilidade junto ao fluxo principal de passageiros.
Placa de “Proibido Estacionar” gera insatisfação
No dia 11 de junho, Denis Paim havia questionado a reinstalação de uma placa de “proibido estacionar” exatamente no local onde os taxistas costumavam parar para aguardar passageiros — área onde ficava o antigo ponto de táxi antes da concessão. Segundo o presidente da AGT, a presença da placa prejudica os profissionais, pois dificulta a identificação do ponto oficial e favorece a atuação de motoristas ilegais que abordam passageiros na porta principal do terminal.
Contudo, a administração do aeroporto explicou que essa placa já existia desde 2018, embora tenha sido temporariamente removida e apenas reinstalada recentemente. Isso pode ter gerado confusão quanto à sua suposta novidade.
Para os taxistas, o retorno ao ponto original facilitaria o contato com os passageiros e traria maior segurança contra o transporte irregular. “Não entendo a dificuldade em levar a cabeça da fila para o antigo local. Muitos carros particulares param ali sem atrapalhar em nada, mas nós somos impedidos de trabalhar melhor”, relatou um taxista que preferiu não se identificar.
Atualmente, o ponto de táxi comum é dividido em duas áreas: seis veículos ficam posicionados no portão A, e outros dezesseis permanecem na pista anterior, próximos ao ponto de ônibus.
Semob também é mencionada
Segundo Denis Paim, durante a reunião com a Vinci, a diretoria do aeroporto informou que a atual organização conta com o aval da Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob), o que, na visão da AGT, representa mais um obstáculo às reivindicações dos profissionais. “A Semob está contra os taxistas”, lamentou o presidente da associação.
Apesar da divergência, a Vinci Airports se comprometeu a agendar uma nova reunião com a AGT na segunda quinzena de julho. A categoria segue aguardando uma reavaliação do projeto ou, ao menos, maior diálogo entre os gestores públicos, a concessionária e os profissionais que operam no local.










