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Taxistas voltam a discutir reajuste da tarifa após anos sem aumento

reajuste da tarifa de táxi
Perdas categoria soteropolitana já superam 40%, ao longo dos anos

A última vez que a tarifa de táxi foi reajustada em Salvador foi em 2016. Naquele ano, o preço da corrida teve um acréscimo de 10,48%, e a bandeirada passou de R$ 4,35 para R$ 4,81, a bandeira 1 passou a custar R$ 2,42 por quilômetro rodado e a bandeira 2 R$ 3,38. O valor da hora parada ficou em R$ 24,12.

Desde então, por opção da categoria que buscava preço mais competitivo para disputar o passageiro com os motoristas por aplicativo, e também em decorrência da pandemia de Covid-19, o preço não voltou a ser reajustado e os taxistas acumulam perdas.

A inflação acumulada entre fevereiro de 2016, ano do último reajuste, e abril de 2022, medida pelo IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo] foi de 40,28%, o que representa um déficit de R$ 1,94 na bandeirada, R$ 0,97 no quilômetro rodado na bandeira 1 e R$ 1,36 na bandeira 2. O valor da hora parada tem uma perda de R$ 9,71.

Sem reajuste e com uma alta de 33,33% no valor dos combustíveis nos últimos 12 meses, a categoria volta a cogitar o aumento da tarifa.

Para o taxista João Paim (A-4931) o reajuste anual é um direito garantido e o taxista nunca devia ter aberto mão dele. “Tudo está aumentando e a gente está parado no tempo. Todo ano tem que ter o aumento, sempre fui a favor. Foram sete anos sem aumento, agora, se aumentar, vai ser um Deus nos acuda com o passageiro. Se estivesse aumentando todo ano, o passageiro não estaria sentindo”, defendeu.

Elenilton Damasceno (A-6876) acredita que o valor da tarifa deveria ter sido reajustado logo após o abrandamento da pandemia. “A gente está precisando muito. A gasolina aumenta, o gás aumenta, e a gente não”, reclamou.

O presidente da Associação Geral dos Taxistas (AGT), Denis Paim, explica que foi a favor do não reajuste nos últimos anos, mas que agora a correção é necessária. “Agora, com diversos aumentos no preço dos combustíveis, nós somos a favor”, destacou.

O porta-voz da Comissão dos Taxistas, João Adorno, diz que a questão já vem sendo tratada com a Secretaria de Mobilidade (Semob): “O secretário Fabrizzio Muller ficou de sentar com todas as lideranças da categoria para decidir”. Sobre a sua opinião, Adorno se diz a favor, seu houver consenso.

Em contato com a redação do Ei, Táxi, a Semob confirmou que tem dialogado com a categoria, mas disse que “não há uma posição fechada sobre o tema”.

Região Metropolitana de Salvador (RMS) – As principais cidades da RMS vivem situação parecida à da capital. Simões Filho e Lauro de Freitas também tiveram o último reajuste em 2016, mas são mais cautelosos em requerer o aumento.

Eduardo Esteves, membro da Associação dos Taxistas de Lauro de Freitas (ATALF), explica que na cidade as opiniões são bastante diversificadas. “Muitos querem, outros, não. Além do custo para obter o reajuste, tem também o receio de perder a clientela”. Mas ele cita a alta nos preços como um dos motivos que justificaria um possível aumento. “O reajuste é necessário para repor as perdas, não temos reajuste há 6 anos. Mas é uma dúvida lamentável. No caso de aumentar a tarifa, como concorrer com o preço do transporte por aplicativo?”, questiona.

O presidente do Sindicato dos Motoristas de Táxi Autônomos de Camaçari (Sintac), Raimundo de Souza, afirma que a categoria na cidade também não recebeu aumento nos últimos anos. “A gente não teve coragem e está estacionado”, declarou. Por enquanto, o tema não tem sido pautado na cidade.

Brasil – Em municípios de diversas regiões do país, o tema também segue sendo pautado. Após seis anos sem reajuste, taxistas de São Paulo tiveram aumento na tarifa no início de abril. Para táxi comum, rádio táxi, táxi preto e táxi especial, a bandeirada passou de R$ 4,50 para R$ 5,50; a tarifa quilométrica de R$ 2,75 para R$ 4,00; e a hora parado de R$ 33,00 para R$ 49,00.

Nos meses de abril e maio, as cidades de Campinas e Goiânia tiveram reajuste de 20% no valor da tarifa.

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