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Senado aprova em 2º turno o PL 680/2024 na CCJ; texto segue para Câmara Federal

Plenário CCJ do Senado
Taxistas da Frente Nacional em Defesa do Táxi (Frennatáxi) acompanharam a sessão e comemoraram a aprovação - Imagem: Reprodução/TV Senado/Youtube

Em votação realizada na manhã desta quarta-feira (1º), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, em 2º turno, o Projeto de Lei 680/2024, de autoria do senador Weverton Rocha (PDT-MA). O texto recebeu 18 votos favoráveis, incluindo o do presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

Taxistas da Frente Nacional em Defesa do Táxi (Frennatáxi) acompanharam a sessão e comemoraram a aprovação, resultado de mais de dois anos de articulação da categoria junto ao Senado.

Painel CCJ do Senado
O texto recebeu 18 votos favoráveis, incluindo o do presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA) – Imagem: Reprodução/TV Senado/Youtube

O que muda com o PL 680/2024

O relator do projeto, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), acolheu duas emendas de autoria do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que reforçam garantias importantes para os profissionais:

  • Sucessão em caso de falecimento ou invalidez: será possível a transferência da outorga de táxi ao cônjuge, companheiro ou filhos, garantindo a continuidade da atividade e a subsistência familiar. Também será admitida a indicação de um terceiro pelo titular ou familiares, caso não haja possibilidade de continuidade direta.
  • Prazo de regularização: taxistas em atraso com vistoria ou renovação da licença terão até 6 meses para se adequar, evitando sanções imediatas.

Além dessas mudanças, o relatório final também contempla outros pontos centrais:

  • Situações como férias, licenças, reparos do veículo e participação em movimentos coletivos não serão consideradas descontinuidade do serviço.
  • Considera-se descontinuidade apenas quando o taxista ficar mais de dois anos sem vistoria ou renovação da licença.
  • Em caso de impossibilidade absoluta de continuidade do serviço, o titular poderá indicar outra pessoa para assumir a atividade.

Fala do relator Randolfe

Senador Randolfe Rodrigues
Randolfe destacou que as emendas acolhidas fortalecem a proteção social e a segurança jurídica – Imagem: Reprodução/TV Senado/Youtube

“As medidas asseguram a manutenção do serviço e, ao mesmo tempo, protegem a subsistência da família do taxista, garantindo meios de preservação da renda diante da morte do profissional.”

Fala do senador Portinho

Senador Carlos Portinho
Senador Carlos Portinho, autor das emendas, também agradeceu a sensibilidade do senador Randolfe – Imagem: Reprodução/TV Senado/Youtube

“Agradeço ao Senador Randolfe, não só por receber o setor, por também compartilhar a discussão do texto e o seu aperfeiçoamento comigo. Enquanto o taxista está na sua jornada diária, existe uma família em casa que depende do seu sustento. É importante reconhecer o direito à herdeira, ao herdeiro, à viúva. Além disso, a outra emenda dará chance para aqueles que não fizeram a vistoria por dificuldades financeiras regularizarem sua situação.”

Com a aprovação na CCJ, o projeto segue para a Câmara Federal, onde precisará ser novamente votado.

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