O presidente da Associação Geral dos Taxistas (AGT), Denis Paim, avaliou como positivo o saldo do São João 2025 para os taxistas de Salvador, destacando um aumento significativo na procura pelos serviços da categoria durante o período festivo. No entanto, ele também apontou problemas que continuam a afetar o trabalho dos profissionais, especialmente em áreas de grande movimentação como o Centro Histórico e a Rodoviária.
Pontos positivos
Segundo Denis, este foi o São João mais rentável para os taxistas desde 2022, após o fim das restrições da pandemia de Covid-19. “A cidade estava cheia, os carros de aplicativo estavam todos na dinâmica, com tarifas muito altas, e isso fez com que muitos passageiros optassem pelo táxi, que se mostrou mais acessível e disponível em diversos momentos”, comentou.
Outro avanço citado foi a instalação de placas de sinalização em pontos estratégicos do Centro Histórico, como a Ladeira do Tabuão e a Rua Chile, próximo à Praça da Cruz Caída. A ação ajudou a organizar o fluxo de veículos e facilitar a identificação dos pontos pelos passageiros.
Denis também elogiou a atuação do coordenador de área do Centro Histórico, o agente da Coordenação de Táxi e Transportes Especiais (COTAE) conhecido como Sapucaia. “Ele foi muito solícito, ajudando a manter a organização nos pontos de táxi durante os festejos. Essa parceria entre taxistas e a Cotae é fundamental para que tudo funcione bem”, afirmou.
Pontos negativos
Apesar dos avanços, o presidente da AGT não poupou críticas à atuação de motoristas clandestinos, que circularam livremente durante o evento, prejudicando o trabalho dos profissionais regulamentados.
“O acesso a alguns locais estava impossível, principalmente no Centro Histórico, onde o trânsito virou um caos. Levávamos mais de meia hora só para chegar na fila do ponto. Isso atrapalha demais o atendimento ao passageiro”, relatou Denis.
Na Rodoviária de Salvador, o cenário também foi de frustração. A longa espera e a concorrência desleal com aplicativos geraram filas enormes para os taxistas. “Todo ano é a mesma coisa, ninguém resolve nada. O taxista da rodoviária é o que mais sofre nesse período”, desabafou.
Além disso, Denis criticou a postura de alguns agentes da Cotae que, segundo ele, ainda seguem uma conduta herdada da antiga gestão da COTAE. “Tivemos problemas com os agentes Índio e Magalhães, que dificultaram o posicionamento da fila na Rua Chile. Só conseguimos resolver graças à intervenção do agente Sapucaia”, explicou.
Um episódio específico chamou a atenção: o agente Índio estacionou uma viatura em frente ao ponto de táxi, atrapalhando completamente a visibilidade dos carros. “Quando pedi para retirar, ele respondeu com arrogância. No fim, acabou tirando o carro, mas esse tipo de postura não ajuda em nada. Queremos paz, queremos parceria, mas não aceitaremos arrogância e imposição”, afirmou Denis.
Esperança em dias melhores
Apesar das dificuldades enfrentadas, o presidente da AGT mantém o otimismo com a mudança gradual na postura de alguns servidores e acredita que o diálogo e a parceria entre taxistas e poder público podem melhorar o serviço e as condições de trabalho da categoria.
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1 comentário em “Presidente da AGT faz balanço do São João 2025 para os taxistas de Salvador”
O que seria da categoria se não tivesse esse guerreiro dentro da categoria , Denis foi fiel e tem tentado nos ajudar, que Deus abençoe ele e a AGT, estamos juntos nessa batalha, a luta continua e o trabalho não para!
Comentários encerrados.