A Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador) está gerando um clima de revolta entre os taxistas de cidades do interior e da Região Metropolitana de Salvador (RMS) ao continuar multando esses profissionais no aeroporto da capital baiana. A prática, que já foi alvo de preocupações anteriores, persiste e tem resultado em prejuízos e insatisfação entre os taxistas.
A situação envolve profissionais que precisam acessar o terminal aéreo para embarcar ou desembarcar passageiros, seja de hotéis no litoral, seja de empresas que têm convênios com cooperativas de táxis dessas cidades. Taxistas relatam serem multados mesmo após explicar a natureza da corrida, criando um cenário em que são tratados como clandestinos, o que não é condizente com a realidade.
O Ei Táxi já havia alertado sobre essa problemática anteriormente, mas a Secretaria de Mobilidade (Semob) não respondeu ou tomou medidas. A falta de solução para esse impasse pode ter mais implicações significativas, especialmente para os taxistas de Salvador que realizam traslados diários entre o aeroporto e hotéis de cidades vizinhas, como aquelas do Litoral Norte baiano.
A possibilidade de que as secretarias dessas cidades adotem o mesmo entendimento poderia impactar consideravelmente o faturamento dos profissionais, especialmente os motoristas das cooperativas que atuam no aeroporto, como a Comtas e a Coometas. O Ei Táxi reitera o questionamento à Semob sobre essa questão e aguarda um pronunciamento do secretário Fabrizzio Muller.
É crucial que a Semob resolva essa situação, considerando que não há muitos aeroportos no estado. Os passageiros que têm o terminal aéreo como origem ou destino de uma corrida têm o direito de contratar o serviço de profissionais de outras cidades, e a persistência desse problema também pode ter consequências desastrosas para os taxistas de Salvador.




