O programa Move Brasil Táxi e Aplicativos ganhou uma nova alteração importante nesta quinta-feira (27). O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a ampliação do prazo máximo para pagamento dos financiamentos, que passou de 72 para até 84 meses, o equivalente a sete anos.
A mudança ocorre poucos dias depois de o programa ter tido o limite de preço dos veículos ampliado de R$ 150 mil para R$ 200 mil. Com isso, os taxistas e motoristas de aplicativos passam a ter a possibilidade de financiar veículos de maior valor e contar com um prazo maior para distribuir o pagamento.
A decisão foi tomada em reunião extraordinária do CMN e altera as regras financeiras estabelecidas anteriormente para o programa. A ampliação do prazo também regulamenta a mudança no teto de valor dos veículos, que já havia sido estabelecida por portaria conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Fazenda.
De 72 para 84 meses
Até então, o prazo máximo previsto para os financiamentos do Move Brasil era de 72 meses, ou seis anos.
Com a nova regra, o taxista poderá contratar uma operação com prazo de até 84 meses, ou sete anos.
Na prática, a mudança permite distribuir o valor financiado por um período maior, o que pode reduzir o valor das parcelas mensais, dependendo da taxa de juros, do valor financiado e das demais condições estabelecidas pelo banco.
A ampliação busca justamente evitar que o aumento do teto dos veículos, de R$ 150 mil para R$ 200 mil, provoque uma elevação excessiva das prestações para os profissionais que optarem por veículos de maior valor.
Mas há um ponto importante: prazo maior não significa financiamento mais barato.
Ao alongar a operação, o cliente pode conseguir uma parcela mensal menor, mas poderá pagar mais juros ao longo de todo o contrato. Por isso, o taxista deve comparar o valor da prestação e, principalmente, o custo total da operação antes de assinar o financiamento.
Teto do veículo permanece em R$ 200 mil
A decisão do CMN também consolida a nova regra que elevou o valor máximo dos veículos enquadrados no programa de R$ 150 mil para R$ 200 mil.
O novo limite considera o preço do veículo dentro das regras estabelecidas pelo programa. A mudança ampliou consideravelmente o universo de modelos que podem ser considerados pelos beneficiários. Segundo o governo, o teto anterior alcançava aproximadamente 63% do mercado analisado com base nos emplacamentos de 2025. Com o novo limite, a estimativa sobe para cerca de 88%.
É importante lembrar que R$ 200 mil é o limite de preço do veículo, e não uma garantia de que todo taxista terá R$ 200 mil liberados pelo banco.
A instituição financeira continua responsável pela análise de crédito e pela definição do valor que efetivamente poderá ser financiado para cada cliente.
Carência continua em até seis meses
Outra condição permanece inalterada. O período de carência continua sendo de até seis meses para o pagamento do principal.
Assim, com as novas regras, as principais condições relacionadas a valor, prazo e carência passam a ser:
- Valor máximo do veículo: R$ 200 mil;
- Prazo máximo: 84 meses;
- Período de carência: até seis meses para o pagamento do principal;
- Recursos previstos para o programa: até R$ 30 bilhões.
A ampliação do prazo não aumentou o montante global de recursos disponibilizado para o Move Brasil. Os recursos continuam sendo aqueles autorizados pela Medida Provisória nº 1.359/2026.
O banco continua responsável pela aprovação do financiamento
A ampliação do prazo não modifica uma questão que já provocou muitas dúvidas entre os taxistas. Ser aprovado no cadastro do Move Brasil não significa que o financiamento está automaticamente aprovado.
O programa disponibiliza uma linha de crédito com condições específicas, mas a contratação é realizada por instituições financeiras participantes, que continuam responsáveis pela análise de crédito de cada cliente.
Portanto, um taxista pode estar habilitado no Move Brasil e, ainda assim, ter o financiamento negado ou receber uma proposta com valor, prazo ou condições diferentes das que esperava.
Esse ponto é especialmente importante agora que o prazo foi ampliado para sete anos: 84 meses é o prazo máximo permitido pela regulamentação, e não necessariamente o prazo que será oferecido a todos os clientes.
O taxista deve continuar atento à ordem das etapas
As novas regras não alteram o procedimento que o Portal Ei Táxi vem orientando desde o início do programa.
Para o taxista, a sequência recomendada continua sendo:
1. Solicitar a declaração de permissionário na Prefeitura.
2. Fazer o pedido de isenção de IPI junto à Receita Federal.
3. Aguardar o deferimento da isenção.
4. Realizar o cadastro no Move Brasil Táxi e Aplicativos.
5. Aguardar a aprovação da adesão ao programa.
6. Somente depois procurar a concessionária e a instituição financeira participante para realizar a análise de crédito e formalizar o financiamento.
Também permanece o alerta para que o profissional não compre o veículo apenas porque recebeu a autorização de isenção de IPI.
A aprovação da isenção e a habilitação no Move Brasil são etapas distintas. O taxista deve concluir sua participação no programa antes de formalizar a aquisição financiada.
Com informações do Poder360




