Por Alcir Santos
São tempos difíceis, não há como discordar. Trazem à memória “Tempo de Guerra”, de Edu Lobo e Rui Guerra. Solidariedade, cordialidade e atenção, são expressões que parecem ter caído em desuso. Aí o paradoxo. Em tempo algum os homens estiveram tão próximos fisicamente e tão distantes espiritualmente. Da solidão, que no cantar de Alceu Valença “é fera, a solidão devora”, resultam quase sempre distúrbios como as dependências químicas, o suicídio e a depressão. Sem dúvida, “um tempo de guerra, um tempo sem sol, tem dó….”
Em momentos que tais, ter amigos –– “palavra fácil de pronunciar, coisa difícil de encontrar” (Verinha Falcão/Jorge de Castro) –– pode fazer toda a diferença. Fisicamente, próximos ou afastados, pouco importa. Os amigos estão sempre atentos, ainda que virtualmente, prontos para ouvir, discutir, questionar, apoiar, orientar e, acima de tudo, abraçar, dar o ombro confortador capaz de permitir força para seguir em frente.
Eis aí o quadro, talvez pintado com cores sombrias, mas não distante da realidade. Estamos às portas de um novo ano, criação humana que permite repartir o tempo e nos dar a oportunidade de refazer planos, corrigir rotas e, acima de tudo, dizer a cada um dos amigos, o quanto ele foi, e é, importante na nossa caminhada. É o que faço agora.
Esta mensagem é, portanto, uma declaração de reconhecimento. Sem você, a vida certamente teria sido muito mais difícil e penosa. Mas a presença amiga garantiu-me um caminhar mais suave e lépido. Aqui vão o meu reconhecimento e um forte abraço fraterno, com o meu mais sincero MUITO OBRIGADO!
Alcir Santos
Aposentado




