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Denúncia de uso indevido de nomes na JARI: Gravidade na Mobilidade de Salvador

Trecho de um Edital com análises de defesas realizadas por Ademilton de Paula Paim
Trecho de um Edital com análises de defesas realizadas por Ademilton de Paula Paim

A redação do Ei Táxi foi recentemente surpreendida por uma denúncia de possível uso indevido de nomes ligados à Associação Geral dos Taxistas (AGT) e à COASTAXI (Cooperativa Associativa de Assistência dos Taxistas) na 4ª JARI (Junta Administrativa de Recursos de Infrações). A Junta, vinculada à Secretaria de Mobilidade (SEMOB) de Salvador, é encarregada de julgar recursos contra penalidades aplicadas pela Superintendência de Trânsito (TRANSALVADOR). A participação de taxistas nessa comissão geralmente visa representar a classe nos julgamentos de multas.

Contextualizando a Denúncia: Nomes e Entidades Envolvidas

A denúncia aponta para o nome de Ademilton de Paula Paim, figurando como membro da JARI, bem como o nome da COASTAXI, sob responsabilidade do taxista Gilberto e Silva, sendo mencionados como entidade representativa na mesma comissão. Segundo o Ei Táxi, que verificou publicações oficiais de 2022 a 2024 no Diário Oficial do Município (DOM), a COASTAXI, Ademilton de Paula Paim [representante] e Luciano dos Santos Souza [suplente] aparecem associados à JARI.

Surpresa e Negativas dos Envolvidos

Gilberto e Silva, presidente da COASTAXI, manifestou surpresa com a situação, afirmando não ter participado de nenhuma comissão JARI desde 2020. “A última vez que julguei as multas foi no último ano de ACM Neto. De lá pra cá, eu não recebi mais nenhum chamado pra fazer julgamento. Eu achava que nenhum taxista estava participando dos julgamentos, mas vejo que o nome da cooperativa estava sendo utilizado indevidamente.”, disse o presidente da COASTAXI.

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Gilberto e Silva quando a Coastaxi ainda estava ativa – Foto: Divulgação

Ele declarou que tinha desconhecimento de que os nomes de Ademilton de Paula Paim e Luciano dos Santos Souza apareciam como representante e suplente da COASTAXI, respectivamente. “Nem Ademilton de Paula Paim e nem esse Luciano dos Santos Souza fizeram parte da minha associação. Eu não tinha ciência dessa situação.”

Ao ser perguntado se teria ideia do motivo disso estar acontecendo e o que pretendia fazer, ele respondeu: “eu acabei não dando baixar no CNPJ da cooperativa e acho que usaram o nome da COASTAXI indevidamente, pensando que a gente não ficaria sabendo.”

Denis Paim, presidente da AGT, também alegou desconhecimento, revelando surpresa ao ser informado sobre seu nome constando como membro da JARI. Ele afirmou que, desde 2021, solicitava participar da comissão sem ter sido convocado. “Fiquei sabendo disso ontem, foi uma surpresa pra mim, eu nem sabia, mas se eu puder ser vai ser vai bom. Na verdade, eu tinha solicitado isso desde 2021, na gestão de Clemilton [ex-coordenador da Coate], mas eu nunca fui chamado. Eu percebia que nenhuma defesa de multa contra taxista era julgada a favor, então eu queria participar pra defender o taxista.”

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Denis Paim (na ponta direita) ao lado de outros membros da FRENNATAXI em Brasília – Foto: Divulgação

Denis levantou hipóteses e cobrou explicações. Será que tem alguém se passando por mim? Isso é uma bomba! A gestão da Secretaria de Transporte é a responsável sobre isso, o secretário Fabrizzio Muller tem que se explicar.”

A respeito do nome aparecer como representante da COASTAXI, Denis Paim falou que também foi outra surpresa, já que ele nunca foi da COASTAXI. “Eu nunca fui associado à COASTAXI.”

Coincidência ou Equívoco?

Da possibilidade do Ademilton de Paula Paim ser outra pessoa com o mesmo nome, Denis Paim disse que seria muita coincidência. “Já pensou? Seria muita coincidência, mas eu não acredito que seja outra pessoa, só existe um Ademilton de Paula Paim na classe, e sou eu.”

Conflito de Interesses

Questionado se não via conflito de interesses em manifestar vontade em fazer parte dessa comissão já que é um candidato a cargo político e possui apoiadores e opositores dentro da classe, além de estar com o alvará de táxi ‘sub judice’, Paim respondeu que não vê problemas sobre isso. “Eu tenho até 15 de agosto pra representar a categoria e depois me licenciar pra campanha eleitoral. Independentemente de eu estar ou não com o alvará nas mãos, eu represento uma entidade da classe, a AGT, e também participo de uma entidade nacional, que é a FRENNATAXI. Meu processo está se resolvendo e logo todos saberão a verdade. Além disso, a minha pessoa física é diferente da pessoa jurídica. Todo mundo sabe que sou uma pessoa pública, então eu acho que tenho legitimidade sim.”, rebateu Denis Paim.

Possíveis Providências

Ambos os presidentes questionaram a legitimidade da inclusão de seus nomes e entidades na JARI.

Gilberto e Silva expressou a intenção de consultar um advogado e ponderar sobre ação legal. “Estou consultando o advogado pra saber o que faremos, se vamos entrar através do Ministério Público da Bahia ou direto na justiça.”

Denis Paim afirmou que tomará providências judiciais contra a SEMOB. “Vou procurar saber quem assinou em meu lugar pra tomar as minhas providências judiciais contra a SEMOB. A secretaria precisa se explicar.”

Silêncio da SEMOB e Necessidade de Esclarecimentos

A redação do Ei Táxi buscou esclarecimentos da SEMOB, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. Diversas interrogações pairam sobre essa situação grave: por que esses nomes foram incluídos? Como uma entidade e representantes podem ser listados sem ciência e autorização? Quem estaria assinando no lugar do presidente da AGT, caso não seja uma coincidência de nomes? A SEMOB precisa explicar esses fatos não apenas ao Ei Táxi, mas à comunidade de taxistas de Salvador.

Aguardando Transparência

Diante da gravidade da denúncia, os taxistas aguardam um posicionamento transparente da Secretaria de Mobilidade de Salvador, esclarecendo essas alegações e dissipando quaisquer dúvidas sobre o correto funcionamento da JARI. Essa situação impacta diretamente a confiança dos taxistas na gestão da Secretaria de Mobilidade e a credibilidade do processo de julgamento de infrações de trânsito em Salvador.

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3 respostas

  1. eu sei q o Taxista é o único q não tem valor dentro da Getaxi ou Cotae , Pareçe q nos somos inimigos deles principalmente na parte burocrática na vistoria não porém lá dentro se vc perguntar algo não tem resposta. nas ruas Transalvador pela mesma forma ao ponto de uma Anciã fiscal na Rodoviária me responder q não era fiscal de Uber e sim de Táxi.

  2. É ruim demais saber que estar acontecendo essas intercorrência com a EI TAXI, COASTAXI E AGT, que são órgãos que representa a nossa classe, e essas entidades não estão sabendo. Precisamos de uma resposta convincente e esclarecedora do SEMOB.

  3. Todos os taxistas de Salvador tem o direito de saber como e quando começou, e como vai desenrolar esse processo.
    E credibilidade com os taxista, a SEMOB já perdeu faz tempo!

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