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Como Isolar os Excluídos? – Por Antônio Carlos Aquino de Oliveira

É possível fazer uma gradação entre os excluídos, separá-los entre os que estão em nosso dia a dia e os que nossos olhos não veem? De repente, onde mora o porteiro do prédio, a babá, a faxineira, o gari, o lavador ou guardador de carro, como eles vivem, como vêm e voltam do trabalho, com quem e como eles se relacionam em suas comunidades entrará na pauta dos políticos, dos governos, do estado e da sociedade? De repente, ficamos todos iguais e solidários por força de milagre ou de castigo?

É, a África e os países das populações invisíveis agora são o mundo, todo o mundo. A saúde dos taxistas, dos motoristas dos ônibus, dos garçons e de todos invisíveis que a todos servem e atendem agora estão visíveis e passaram a ser problema de todos. Quem diria que foram preciso passarem-se 2020 anos depois de Cristo para que a sociedade aprendesse o valor da interdependência, da solidariedade, da higiene e da educação como fator de saúde.

Como e o que fazer com as pessoas que moram nas favelas e servem a todos, mas não têm água em casa, não têm dinheiro para material de higiene e limpeza, álcool gel além da cachaça que anestesia a fome e engana a realidade? Como isolar os que estão já estão excluídos nos guetos, becos, ruelas, ruas, os que não têm acesso a saneamento, saúde pública, emprego e renda?

Não é preciso evangelizar ou politizar esse debate, não cabe falar mais uma vez das esquizofrênicas ideologias, dos corruptos culpados. Cabe ver o mundo e sua realidade como ele é. Se o destino dos vivos não os unifica, a morte, possível e eminente, os unirá.

Não é apocalipse, é consequência, são fatos, dados, estatísticas, realidade nua e crua. Tudo que se passa e está acontecendo tem origem, responsáveis, tem solução, mas as lições precisam ser definitivamente aprendidas.

Agora, não é mais eles e nós, direitas e esquerdas, as cores das peles, as religiões, os sexos e as escolhas individuais de comportamento, é morrer ou sobreviver, como viver e retomar a vida será assunto para depois.

Os intelectuais, os economistas, os líderes, pastores, chefes, os donos das verdades, dos destinos, os donos dos poderes não têm respostas para como será o amanhã. Todos ficaram humanos, normais e iguais. Iniciamos uma viagem rumo ao desconhecido, todos juntos.

Não sabemos o destino, o roteiro e o plano, os veículos a serem usados e as suas condições, a quantidade de combustível disponível. Não há bússolas, apenas passo a passo.

Uma coisa está posta e ela é maravilhosa: cuidar de cada um passou a significar cuidar de todos.

Antônio Carlos Aquino de Oliveira

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4 comentários em “Como Isolar os Excluídos? – Por Antônio Carlos Aquino de Oliveira”

  1. CIDNEIA DIAS DE SANTANA

    Penso que os excluídos terão visibilidade maior a cada dia. Eles continuam a cuidar da plantação, da limpeza das ruas, dos transportes de alimentos, etc. Eles enfrentam uma realidade a cada dia e vence. Nossa contribuição para com todo esse cuidado é orientar os mais próximos sobre a situação do momento, uma vez que esses excluídos são os menos informados. Parabéns por incluí-los e torná-los visíveis.

  2. Antonio Alberto de Jesus Santos

    Parabéns Aquino. Muito lúcido seu texto, sem dúvida, uma grande contribuição para reflexão das pessoas neste momento difícil de nossas vidas.

    1. Jorge Xavier de Oliveira

      Todos somos iguais aos olhos de Deus, Aos olhos de Deus não existe: Cor, Raça, Religião, Etnias ou Status Econômico. Simplesmente somos iguais e morremos. A não ser que exista alguém que não vai morrer e apodrecer.
      Taxista: Jorge Xavier
      Itabuna BA Brasil

Comentários encerrados.

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