Sigmund Freud em 1904 tratou de uma obra bastante importante para a profissão do psicanalista. Publicou a “Técnica Psicanalítica”, cujo trabalho Freud chama atenção dos possíveis erros de médicos e de psicanalistas da época. Alguns dos pontos de vistas discutidos foram sobre a análise da transferência, resistência, o uso da técnica psicanalítica, a escuta, o silêncio e interpretações de sonhos. Freud, também chamou atenção dos médicos que não sabiam adotar a técnica psicanalítica de forma adequada e que estes passavam de leigos. Por outro lado, ele chamou à atenção daqueles que faziam Psicanálise “selvagem”.
Sem associação livre de ideias não existe Psicanálise, e sim, um bate papo como aquele de um banco de praça. O inconsciente se manifesta quando é adotada a Livre associação de ideias e o analisando deve colaborar falando livremente o que vier em sua mente. A Livre Associação de Ideias é fundamental até para análise dos atos falhos inconscientes.
Alguns dos temas principais em seu livro, “Psicopatologia da Vida Cotidiana”, Freud trouxe os do ato falho dele próprio como experiência para explicar a decorrência de um trauma passado que existia por traz. Freud não tinha lembrança do nome da cidade de Verona, na Itália. Investigando psicanaliticamente por meio de diversas associações de ideias, Freud percebeu que seu inconsciente estava reprimido por um trauma passado referente a um nome próprio. Qual o trauma? Havia na casa de Freud quando ele era criança, uma empregada de nome Veronika que mais parecia com um cadáver, e toda vez que olhava para essa empregada, o mesmo se assustava. Foi assim que ele descobriu a causa inconsciente do seu ato falho. O ato falho é em decorrência de um trauma de um nome próprio do passado e inconscientemente a pessoa acaba se esquecendo de um nome próprio do presente.
Conrado Matos
Psicanalista, Poeta, Filósofo e Escritor
Especialista em Educação em Gênero e Direitos Humanos pela Universidade Federal da Bahia/Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas UFBA





