No sábado, 22/03, pela manhã, fui ao supermercado. Peguei a loja abrindo. Algumas pessoas já estavam na porta aguardando. Dei uma circulada e comprei algumas coisas, inclusive, comprei alguns limões, porque de costume gosto de tomar um copo de suco de limão, nas manhãs, em jejum e de preferência bem gelado.
Percebi as pessoas afastadas um metro de distância umas das outras. Ao sair do caixa comecei com o ritual necessário até chegar em casa, passando álcool gel nas mãos. Chegando em casa, o dever de tirar o calçado e as roupas, lavar as mãos com água e sabão. Aproveito também para lavar os óculos. Não posso esquecer de passar álcool gel nas chaves de porta e do carro.
Os médicos falam que é importante lavar o rosto. Eu sou logo direto, vou ao banheiro e tomo um banho. Eu tenho barba e, às vezes, esqueço e passo a mão. Portanto, lavo bem a barba.
Esse vírus perigoso também veio para modificar os hábitos de muitas pessoas. Por exemplo, lavar as mãos como ensinam os profissionais médicos, poucas pessoas fazem, limpando cada dedo e as unhas. Além disso, a empatia e o cuidado com as pessoas têm se mostrado um nível maior de dedicação.
Depois que este vírus desaparecer da nossa vida, eu espero que estas atitudes de amor sejam mantidas e que o aperto de mão e o abraço voltem com todo calor humano. Vamos aproveitar para experimentar sentimentos durante esta fase de isolamento e pensar mais nos outros. Eu não acredito que o momento que estamos passando venha deixar as pessoas totalmente mais humanas, porém, acho que pode diminuir com a vaidade de muitos. O Coronavírus vai ficar na nossa história.
Conrado Matos
Psicanalista, Poeta, Filósofo, Escritor e Compositor





