Por Conrado Matos
A vida vai passando e vão existindo pessoas que gostam de viver os conflitos dos outros sem resolver os seus. Até quando suportamos viver mergulhados apenas no conflito dos outros? E os nossos problemas como ficam? Precisamos cuidar dos nossos. Podemos dar um basta nisso tudo? Não conseguimos nos livrar de todos os problemas dos outros porque somos teias de relacionamentos. Porém, se agirmos com uma dose de equilíbrio e autonomia de forma bem planejada, permitindo o outro lutar por si próprio, talvez, nos livre de boa parte dos problemas destes, principalmente, os de exploração, falta de respeito, chacota e humilhação.
Quem pensa que viver com amor é andar debaixo de acoite e cabresto, está enganado. Viver com amor é desfrutar de liberdade, fazer escolhas e buscar por algo melhor. Algumas pessoas persistem em viver dependentes emocionalmente de outras pessoas. Sejam parentes, parceiros e amigos. Essas pessoas acham que devem cair na penitência de fazer tudo pelas pessoas.
Que tal você começar por uma atitude de autonomia, se distanciando mais dos outros que andam lhe explorando e priorizar pelos seus objetivos. O desafio pode ser dando um passo à frente, experimentando solidão e se desprendendo mais do outro. Têm relações que só dão trabalho e nada de frutos. Persistir em árvore que não dá semente é mesmo que persistir no oco, no nada, em palhas.
Somos merecedores de pessoas que colaborem positivamente e não de pessoas que só pensam negativo. Portanto, perder tempo com quem não quer nada é viver se contaminando com laranja podre. E no dia que resolver querer se livrar já será tarde.
A dependência ao outro, a convivência da caverna, ocorrem por parte dos dois lados: de quem gosta de dar exageradamente para quem quer só ficar deitado na rede, sem progredir. Assim como também, para quem quer só receber. Os dois estão se prejudicando, se atrasando. Por que falo da dependência ao outro de quem ajuda em excesso? Porque esta pessoa já está escrava da sua própria caverna, do meio onde convive. Somente dando e dando, se chateando. Algumas dessas pessoas buscam por análise para saírem desta cilada. Muitas se queixam que cedem até os cabelos da cabeça para terem o outro ao seu lado, porém, sofrendo.
Não é bem assim, o outro precisa fazer também. A cooperação é mútua e todos crescem juntos. Às vezes, alguém me comenta: as pessoas de lá de casa são todas dependentes de mim. Eu intervenho dizendo: por que você não toma uma decisão para deixar de ser dependente delas? Você só quer fazer tudo por elas e por você nada? Observando que cada caso é um caso. Mas tem gente que gosta é de sofrer. Gosta, exclusivamente, da aprovação do outro para ser feliz.
A dependência emocional está também em quem exageradamente vive fazendo pelo outro e não permite que esse alguém lute também pela vida. Quem faz demais pelo outro somente para agradar, mais tarde sofrerá do desagrado por ter só feito pelo outro e não fez por onde o outro também fizesse para o seu crescimento. Pense nisso!






2 comentários em “Persista em Relacionamentos Frutíferos”
Parabéns pelo artigo!
Realmente só o amor próprio, autoestima elevada, pode nos dá equilíbrio para distinguir as amizades frutíferas. Aquelas que não são, podemos ajudar com a nossa luz, sem nos prejudicar, sem deixar que tentem nos empurrar para a caverna. Boa noite.
Muito bem pela sua colocação Lícia Carvalho. Concordo.
Abraço,
Conrado Matos – Psicanalista.
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