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Divagações Percucientes

Foto: reprodução de www.flickr.com_photos_ricardohara
Foto: reprodução de www.flickr.com/photos/ricardohara

 

Por Alcir Santos

 

Nos idos da juventude costumávamos dizer que não existia coisa mais terrível na língua brasileira que a “palavra” “Teje Preso”. Tempo passou, roda da vida girou, sonhos se esfumaram nas nem sempre amenas aulas da escola da vida. Os olhos, assim treinados, entenderam que mais que ver o que vale é enxergar. O cérebro, ah, este aprendeu a processar.

 

Adultos, no incessante percorrer dos caminhos e descaminhos do viver, conhecemos a “palavra” que é, decididamente, a mais horrenda, qualquer que seja o idioma: “Você está demitido”. Tem coisa mais triste? Quantas coisas seriam mais dolorosas que um trabalhador retornar à casa, contemplar a família e comunicar que está desempregado? Sinceramente, não dá para imaginar. Cruel demais!

 

Pois bem, esse é o ponto. Por força de uma série de circunstâncias que viajam da tecnologia à economia, passando por uma infinidade de questões sociais, vivemos hoje numa sociedade com treze milhões de desempregados. Bem, vale considerar que este número deve estar bem abaixo do verdadeiro. Os que já desistiram e os que se lançaram na tal da “informalidade” não estão computados. Portanto, o número real é estonteante e vai ao infinito se multiplicarmos por três ou quatro, tamanho médio de uma família brasileira, diretamente afetada por cada posto de trabalho perdido.

 

Decorre desse quadro um outro ainda mais complexo. Segundo dados oficiais, cerca de quarenta por cento das famílias são mantidas por aposentados e/ou pensionistas. Se considerarmos o valor médio dos ganhos dessas pessoas, vamos começar a entender o porquê da tragédia em que se transformou a vida nas cidades. Fome não perdoa e não poucas vezes devora os valores morais e embrutece as pessoas.

 

E a roda passa a girar cada vez mais veloz e mais impiedosa. Desemprego, dívidas, mortes, mais desempregos, desespero enfim.

 

No final, nas delegacias, nos fóruns, nos tribunais, os restos putrefatos de uma tal “célula mater” que acabou transformada em centro de desavenças em que o respeito passa bem longe das relações, a cada dia mais perigosas e sem perspectivas. Pior é que há várias dezenas de anos ouvimos dizer que as coisas vão melhorar enquanto tudo parece caminhar noutra direção. Aí a gente acaba por entender a profundidade do velho dito popular: “em casa que falta pão todos gritam e ninguém tem razão.”

 

 

(Visitas totais 34)

1 comentário em “Divagações Percucientes”

  1. Cláudio Cotias

    É isso mesmo.
    Quando eu trabalhava na M Benz o dono da concessionária que era meu amigo, uma vez disse que para se ter uma empresa dessas o dono deveria fazer a seguinte pergunta!
    “Quantos carros eu preciso vender para manter o negócio?”
    Se o mercado dissesse que vc só venderia no máximo 5 carros por mês e vc precisasse vender 6 ou 7, o negócio não se sustentria.
    O Brasil fez isso por muitos anos ou seja, precisava criar 6 ou 7 milhões de empregos por ano para absorver a população que chegava ao mercado de trabalho por ano e só criava 3 ou 4 milhões ou menos.
    É evidente que iria acontecer o que aconteceu.
    Desemprego em massa.

Comentários encerrados.

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