
Com a maior área metropolitana entre as capitais do nordeste, Recife forma um aglomerado urbano com outras 13 cidades, incluindo Olinda e, atualmente, reúne cerca de 4,5 milhões de habitantes. Para uma população tão grande, é necessário um sistema de transporte estruturado para atender à demanda, por isso, hoje, a Região Metropolitana do Recife (RMR) conta com cerca de 9.330 táxis.
Todas as cidades da região metropolitana detêm seu próprio sistema de táxi. Recife, no entanto, é a que possui a maior frota com 6.126 carros. Logo atrás vem Jaboatão (1.022), Olinda (806), Paulista (804), Cabo de Santo Agostinho (300), Ipojuca (350), Igarassu (170), Itamaracá (90), Abreu e Lima (85), Itapissuma (80), Goiana (60) e Camaragibe (42), em Moreno e Araçoiaba não há registros oficiais de quantos táxis existem na região. A distribuição acontece de acordo com um estudo da população, a partir daí, a prefeitura concede uma permissão de quantos veículos podem circular. Em Pernambuco, apenas cidades do interior não contam com legislação própria de táxi. Nelas, eles rodam com decreto do executivo.
Devido a cada município possuir sua frota própria, os táxis realizam deslocamentos entre cidades apenas em ocasiões especiais, quando há a parceria entre prefeituras como no caso das festividades de final de ano e de carnaval. Em caso de descumprimento o motorista é passível de multa e apreensão do carro.
Para quem roda em Recife, a recorrente implicação é a do trânsito caótico da capital e a alta concorrência de aplicativos. “Hoje em dia o principal problema é a mobilidade urbana, a questão do trânsito que é intenso. Existe também o crescimento desorganizado dos aplicativos que atrapalham muito o trânsito, não só para nós profissionais, mas a sociedade, em geral”, afirma o taxista, Carlos Henrique Santos, há 20 anos na praça.
Os aplicativos de carros particulares também são um problema na visão do presidente do Sindicato dos Taxistas de Pernambuco (SINDTAXIPE), Flávio Fortunato, por acarretar prejuízos financeiros. “O principal desafio para o taxista é fazer a receita. Hoje, está difícil porque o movimento caiu muito, mas estamos criando soluções para voltar a uma receita confortável”, informa.
Na RMR além de corridas de rua, os taxistas também contam com quatro aplicativos em funcionamento: Wappa, Easy, 99 e Táxi Brasil. O último é uma das soluções apontadas por Fortunato e foi desenvolvido pela própria categoria para evitar prejuízos aos taxistas devido aos descontos praticados em outros aplicativos.




