
Por Antônio Aquino
As pessoas se referem à “Mídia” como se elas fossem entidades autônomas, imaginárias, como se Jornais, Tevês, Rádios, Revistas, Facebook, Tweter, Google, CD’S, Pen Drive, Outdoor, Publicidade em Ônibus ou Painéis etc., etc. não tivessem por trás de si direção, redação, criação, valores e motivações.
Sempre considero que os “ignorantes” estão em parte perdoados, tendo em mim a convicção que todos nós somos “ignorantes” em muitos setores do conhecimento e do saber humano. Mas, nenhuma pessoa normal pode se orgulhar da sua ignorância, sendo dever existencial a busca do crescer, do avançar, do mudar para melhor, do ser melhor.
Há uma relação direta da Mídia com os conceitos de felicidade, um modo e razão de vida e existência a ser perseguida, traduzindo tal estado como de paz, de equilíbrio, de bem estar e de encontro consigo mesmo. Um dos caminhos da felicidade é a liberdade traduzida por independência, por autoestima equilibrada, por verdade, por honestidade, por sede do saber e do conhecer.
Recebi um vídeo com um comentário do Papa Francisco sobre o mal causado por fofoqueiros e quero me ater a ele para comentar sobre a última palestra que fiz na Assembleia Legislativa da Bahia, em um Congresso de Direitos Humanos onde o tema era A Mídia e a Democracia, ou algo assim.
Lembro-me bem de ter afirmado que a melhor forma de lidar com as “mídias”, na sua mais ampla tradução, é com o saber, com o ler, com o conhecer, com o estudar, com o informar-se de forma livre e soberana observando criticamente todos os fatos e versões, construindo cada um seu entendimento livre dos mais diversos assuntos e temas.
Toda mídia manipula um ser de pouco saber. O homem sem conhecimento e saber é um ser vulnerável, não sendo necessariamente o saber fruto de bancos de escola e aulas tradicionais. As diversas formas de comunicação, mídias, podem ser golpistas, podem ser antidemocrática, podem ser danosas e alienantes quando encontram terreno fértil nos despreparados, nos desvalidos de conhecimento, nos analfabetos reais ou funcionais. Tudo fica grave quando tais processos de manipulações de informações formam fanáticos, terroristas, criam e fortalecem falsos profetas, falsos líderes. A mídia também dá acesso e poder a imbecis, a idiotas, ditadores e radicais de todas as naturezas.
Lembro-me de ter afirmado em minha apresentação que de todas as formas de mídia que conheço e relaciono, a “fofoca” é a mais perigosa delas, a difamação irresponsável, a calúnia invejosa, o boato ardiloso são crimes inomináveis.
A calúnia magoa, machuca, causa prejuízos inestimáveis, distorce a realidade, macula vitórias, frauda concorrência, desestrutura países, promove guerras, desonra.
Como todos os bandidos, os criminosos vulgares, os fofoqueiros, são covardes. Nenhum covarde merece respeito. Nesse ambiente sujo, podre e imoral nasceram os produtores de fake news, os difamadores digitais, os mentirosos cibernéticos. Um perigo que só pode ser combatido com inteligência, com conhecimento, com educação universalizada e qualificada.
Em tempos de tecnologia avançada, redes sociais sem fronteiras e regras, o tema merece debate sério, com gente séria. As pessoas estão cuspindo sem digerir, estão repetindo por não saber, opinam sem conhecer, compartilham o que não acreditam.
Não podemos considerar que pessoas, por decisão e vontade própria se exponham sem limites e pudor, sem estima a sua individualidade e privacidade, como vítimas, embora por direito mereçam respeito. São tempos ásperos, brutos, primitivos, onde a intolerância assume proporções alarmantes, onde ditadores se julgam democratas, onde a verdade é privativa dos “empoeirados” da Mídia. Portanto, antes de falarmos do poder maligno da Mídia, precisamos pensar que a Mídia é meio, os homens são princípio e fim.
Se nunca se estudou tão pouco, nunca se leu tão pouco, nunca educação e saber foram tão relevados, nunca tudo isso foi tão urgente, importante e fundamental.
O custo da ignorância está insuportável.
Antonio Carlos Aquino de Oliveira
Administrador, Consultor, Palestrante e Empresário do setor de publicidade





