Taxistas de Olinda e do Recife procuraram o Portal Ei Táxi para relatar autuações que consideram injustas durante o Carnaval 2026, especialmente na Avenida Sigismundo Gonçalves, em frente à Praça do Carmo. De acordo com a Secretaria de Mobilidade Urbana de Olinda (SMOB), as multas aplicadas foram por videomonitoramento e os interessados poderão ter acesso às imagens.
Há casos de profissionais que receberam mais de uma multa no mesmo dia — inclusive no mesmo horário — além de notificações por parada em local proibido e por suposta placa ilegível.
Características das multas
Um dos relatos aponta duas autuações no mesmo dia e horário, por parar afastado da guia da calçada (meio-fio) de 50cm a 1m (R$ 88,38) e outra por parar em local/horário proibidos especificamente pela sinalização (R$ 130,16).
Outro taxista foi multado três vezes em um único dia, sendo duas por parada em local proibido e uma por “placa sem legibilidade e visibilidade” (R$ 293,47), embora a identificação esteja visível, conforme foto enviada pelo profissional.

Taxistas alegam que estavam apenas realizando embarque ou desembarque rápido de passageiros, prática que historicamente ocorria na área durante o período carnavalesco.
“Eu levei uma multa lá no Carmo, porque fui pegar uma corrida pelo aplicativo. Parei pra embarcar e levei uma canetada de R$ 130,16”, contou um dos profissionais que preferiu não ser identificado.
Resposta da SMOB
A Secretaria de Mobilidade Urbana de Olinda informa que o usuário que se sentir penalizado injustamente deve procurar a SMOB para qualquer esclarecimento, inclusive a orientação é entrar com um recurso.
Em todas as penalidades que foram impostas por videomonitoramento, o interessado poderá ter acesso às imagens.
O embarque e desembarque estava autorizado no local, e a equipe de agentes foi treinada para atuação no Carnaval.
Grande operação de fluxo monitorado considerando transporte coletivo expresso, táxis metropolitanos e veículos por aplicativo autorizados. Em uma novidade para 2026, foram 6 mil TAGs e adesivos para controle de acesso, facilitando o tráfego para moradores, serviços e foliões.
A Secretaria destacou que realizou uma grande operação de fluxo monitorado, envolvendo transporte coletivo expresso, táxis metropolitanos e veículos por aplicativo autorizados. Segundo o órgão, em 2026 houve a implantação de 6 mil TAGs e adesivos para controle de acesso, além de:
- 29 pontos de bloqueios fixos
- 05 pontos de bloqueios móveis
- Fiscalização em todo o perímetro oficial da festa
- Redução de sinistros, sem vítimas fatais
- Ocorrências criminais devidamente encaminhadas e solucionadas
Questionamentos permanecem
Embora a SMOB tenha informado que as multas também foram aplicadas por videomonitoramento, a categoria questiona a proporcionalidade das autuações e a eventual aplicação simultânea de multas em um mesmo contexto operacional.
- Se o embarque e desembarque estavam autorizados no local, por que houve autuações nesse contexto?
- Houve orientação para aplicação simultânea de multas por infrações diferentes no mesmo fato?
- Num evento como o Carnaval, que possui um fluxo significativo de passageiros, em que os taxistas estão trabalhando sob condições estressantes, muitas vezes com clientes apressados, é justo o profissional ser multado porque parou o carro afastado 1m da calçada? O que é isso, falta de bom senso ou orientação para arrecadar?
- Como foi feita a aferição da distância do veículo em relação ao meio-fio em meio ao grande fluxo de foliões?
- Houve rigor excessivo na fiscalização direcionada aos táxis regulamentados?
Os profissionais defendem maior diálogo e critérios mais claros para atuação em eventos de grande porte, a fim de evitar insegurança jurídica e prejuízos financeiros.
O Portal Ei Táxi seguirá acompanhando o caso.




