O presidente da Associação Geral dos Taxistas (AGT), Denis Paim, gravou um vídeo de denúncia nesta terça-feira (11), diretamente do Aeroporto Internacional de Salvador, na bronca com a retirada de uma placa que sinalizava o ponto de táxi e expondo a falta de fiscalização por parte dos órgãos competentes e a presença constante de veículos realizando transporte clandestino de passageiros no local. Após o ato, o taxista se dirigiu até o escritório da Vinci Airports em busca de esclarecimentos.
No vídeo, Denis afirma que a retirada da placa que identificava o ponto de táxi no aeroporto, ocorreu há um mês e teria sido uma decisão executada pela Cotae após sugestão da Vinci, sem comunicação prévia à categoria, o que ele considera um erro. “A Cotae, como órgão que organiza o sistema de táxi, não pode sair tirando a fila de táxi por sugestão da Vinci. O município é quem tem a autoridade sobre o solo”, disse.
O taxista também denunciou a livre atuação do transporte clandestino no terminal. Ele disse que mesmo com a presença de agentes da Transalvador e da Guarda Municipal, os motoristas irregulares continuam atuando sem nenhum tipo de abordagem ou repressão. “Estamos aqui no aeroporto e o que vemos é a falta de ação. Os clandestinos continuam oferecendo corrida livremente, sem nenhuma preocupação com a fiscalização. A Transalvador está aqui, mas nada acontece”, desabafa.
O líder da AGT ainda critica o descaso com os taxistas legalizados que pagam seus impostos, realizam vistoria regular e seguem todas as exigências legais para operar. “O taxista é cobrado em tudo. Paga selo, paga vistoria, paga autorização, e quem está ilegal faz o que quer, enquanto quem deveria fiscalizar fecha os olhos”, disse Denis.
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Logo após a gravação do vídeo que denuncia os problemas no terminal aéreo, Paim se dirigiu até o escritório da Vinci Airports e foi recebido pela Supervisora Comercial do Aeroporto de Salvador, Lais Queiroz, que prometeu agendar uma reunião com a diretoria para tratarem dos assuntos levados pelo taxista.

A denúncia reacende um problema antigo enfrentado pela categoria: a concorrência desleal dos clandestinos, que não só coloca em risco a segurança dos passageiros, como também prejudica o sustento dos profissionais regularizados.
A reportagem do Portal Ei Táxi deixa aberto o espaço para que a Transalvador, a Guarda Municipal e a administração do Aeroporto de Salvador se manifestem sobre o caso e apresentem as medidas que estão sendo ou serão adotadas para coibir o transporte ilegal na região.
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