
Por Rodrigo Malveira
Sem verba de associados e sem apoio da prefeitura, o Sindicato de Taxistas de Jaboatão dos Guararapes luta para conseguir oferecer uma melhor estrutura para os motoristas da área. Com uma gestão que assumiu em setembro de 2018, o presidente Carlos Campelo (Beto) busca por meio de esforços pessoais e conhecimento jurídico angariar melhorias com o pouco que tem, mas espera uma maior participação dos associados para alavancar o trabalho no órgão.
Com 1.126 taxistas na cidade, apenas 22 têm contribuído regularmente com a mensalidade de R$ 25, o que impede um trabalho mais atuante que busque atender as necessidades dos condutores jaboatonenses. “Tudo depende de verba e, por enquanto, não temos. Ela viria dos associados para a gente fazer melhorias dentro do sindicato”, destaca Beto. “Tínhamos um planejamento traçado para um reboque, uma clínica médica e uma assessoria jurídica, mas o taxista não chega para contribuir. Se a maioria dos taxistas contribuísse, a história do sindicato seria outra”, complementa.
Se as melhorias não vêm através dos taxistas, ocorrem muito menos ainda por conta da prefeitura de Jaboatão. “Desde que assumimos, a gente procurou e não teve acesso ao prefeito. Todas as nossas reivindicações não foram atendidas”, reclama o presidente. De pedidos de novos pontos até a implantação de mais táxis, as demandas do sindicato foram todas negadas. “Desconheço qualquer ação da prefeitura em benefício do taxista. O taxista precisa de aposento, banheiro químico, ponto de táxi e até de um aplicativo próprio da cidade, mas Jaboatão não sai do lugar”, informa o diretor administrativo do sindicato, José Cícero de Carvalho.
O diretor aponta que é necessário um maior investimento da prefeitura no táxi. “O táxi é o cartão postal da cidade”, lembra Cícero. Apesar das adversidades, o sindicato obteve, neste ano, a conquista de fazer com que motoristas da cidade pudessem rodar no carnaval de Olinda através de convênio.
Regulamentação de aplicativos
Se no Recife a discussão sobre regulamentação segue entre polêmicas, em Jaboatão ela está parada graças à atuação do sindicato. Com denúncia feita ao Ministério Público, o presidente Beto aponta o descumprimento do Código de Trânsito Brasileiro na ação na capital pernambucana. “Não adianta termos uma regulamentação dentro de Jaboatão se Recife abrir as fronteiras. O certo é seguir o código de trânsito brasileiro que exige placa vermelha para o serviço remunerado de passageiros e, em Recife, não fizeram isso”, comenta Beto. O pedido de anulação foi feito para o Recife, pois, veículos cadastrados na cidade poderiam circular livremente em Jaboatão.




