Da Redação do Ei, Táxi – Taxistas de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, denunciam que estão com dificuldades para fazer a vistoria deste ano, por causa de exigências da Prefeitura.
“A Prefeitura está exigindo que a gente troque a placa para padrão Mercosul, e não quer mais aceitar a antiga. Isso vai gerar um custo entre R$ 300 e R$ 350 para fazer a substituição. Também estamos tentando participar desse programa do governo federal, para aproveitar essa oportunidade de financiamento de veículos novos com desconto, mas a Prefeitura não está liberando a certidão narrativa para quem não finalizar o recadastramento. Essa situação está atrapalhando muito toda a categoria. Muitos taxistas querem carro elétrico pra trabalhar, mas aqui em Paulista ainda não emplaca carro elétrico. Não sabemos o motivo disso”, afirmou um taxista que preferiu não se identificar.
Vale destacar que a placa antiga é válida. A placa padrão Mercosul não é obrigatória para todos os taxistas, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A legislação atual exige a troca apenas em situações específicas, como primeiro emplacamento, mudança de município, troca de categoria, ou danos na placa. Caso o veículo já possua o modelo antigo e continue na mesma cidade, a substituição é facultativa.
“Ficamos aqui sem saber a quem recorrer. O Sindicato que tem na nossa cidade não é atuante, não tem nem carta sindical, não representa a categoria. O Sindicato dos Taxistas da cidade de Paulista tem muita politicagem. Tentamos também falar com o secretário executivo de mobilidade de Paulista [Murilo Vieira], mas ele é irredutível sobre o assunto. Não adianta. E não conseguimos ter contato com o secretário municipal”, afirmou outro taxista.
Essa não é a primeira vez que a Prefeitura de Paulista impõe prerrogativa inconstitucional no processo de recadastramento. Há alguns meses, a Prefeitura de Paulista havia determinado que os taxistas deveriam ter residência e, além do endereço, ter domicílio eleitoral no município para de fato fazer a vistoria anual. Após reportagens do Ei, Táxi, a Prefeitura reconheceu o equívoco em relação à obrigação de apresentar o domicílio eleitoral e alterou o edital de recadastramento.
A reportagem do Ei, Táxi fez contato com o presidente do Sindicato dos Taxistas de Paulista, Pedro Paulo Torchia, para obter um posicionamento.
Por telefone, ele informou que o Sindicato dos Taxistas está com muitas dificuldades em dialogar com o secretário executivo de mobilidade Murilo Vieira. O secretário está causando problemas para a categoria de táxi, sem base na lei que rege o serviço de táxi. “Vamos nos unir para falar com o secretário municipal José Medeiros e com o prefeito Ramos para ver o que será feito por nosso categoria”, disse Pedro Paulo Torchia.
A reportagem também fez
contato com o secretário municipal de Segurança, Mobilidade e Defesa Civil, José Ricardo Medeiros, e aguarda um retorno.
O Ei, Táxi fez contato com o secretário executivo de mobilidade de Paulista, Murilo Vieira, mas as ligações não foram atendidas.




