Por Conrado Matos
Eu fico sentido de saber que muitos profissionais têm sabotado seus objetivos e deixaram de desafiar o mercado de trabalho. Na vida sempre vai ocorrer competição de mercado. Eu estou aqui me referindo aos taxistas da Bahia. Alguns vêm lutando pela classe, outros têm se acomodado em zona de conforto falsa. Não reagem e esperam que esses lutem pelos seus interesses profissionais.
Os taxistas deveriam se unir ao invés de viverem resmungando em grupos de redes sociais, como WhatsApp. Uma classe de profissionais não conseguirá vencer os obstáculos vivendo desolada pelos cantos, sem ação. Reclamar isoladamente sem diálogo entre os colegas, só irão piorar as coisas. Entendam que somos seres sociais e vivemos em teias. Somos fios que se entrelaçam, se alinhavam por caminhos e precisamos às vezes desalinhavar os fios. Existem desacertos, costuras malfeitas, e os furos devemos alinhavar novamente para consertar os erros. E como vivemos em grupos, devemos nos unir para trazer uma solução. Muitos taxistas têm permanecido na resistência, emocionalmente desequilibrados para continuarem lutando. Pensem nisso com responsabilidade.
O monstro que existe dentro de nós são as críticas que nos limitam diante de tomada de decisão. Sentimo-nos ridículos e incapazes perante a vida. Sobre essas críticas internas, em psicanálise, levamos em conta o superego, onde aparece na função de uma instância que nos julga e nos culpa.
Geralmente, pessoas que se encontram com o fracasso do ego, estão sendo esmagadas pelo superego ameaçador e não agem com medo da sua censura crítica. A primeira coisa que vem é a voz do superego, dizendo: – Viu aí que você é incapaz e não consegue dizer “sim” ou “não” no momento certo? – Viu que você não falou o que devia naquela reunião? Percebeu que você falou algo pra fulano e não deveria ter falado?
Imagine todas essas críticas assassinas do superego, dia e noite. Simplesmente, eleva sua autoculpa e você vai aumentando as toneladas de condenações e o tempo da prisão em sua gaiola. Quando você estiver neste nível de autoestima baixa, busque por terapia e reforce seu “Eu” interior, para enfrentar este juiz cruel, seu próprio superego.
Existem pessoas que tentam apagar seu brilho. Mas não é bem assim. Apaga se você quiser. Seja como um vaga-lume e tenha luz própria. Se algumas pessoas persistem em te apagar, não se desanime, fortaleça sua luz. Um vaga-lume sozinho não consegue iluminar um enorme campo florido pela noite. Precisa de muitos vaga-lumes. Ande em busca de outros vaga-lumes quando seu campo se fecha. Quando falo de campo fechado não estou me referindo a nada espiritual. Estou me referindo ao mercado de trabalho. Crie logo expectativa e entre em ação. Sonhar sozinho não presta, provoca loucura, depressão. Se junte a outros grupos, a outras pessoas. Busque outros meios de orientação. Têm placas que já estão desatualizadas, precisam se renovar e mostrar novos caminhos. Necessitamos também de direção. Não pode ser no escuro. Porém, não tenha medo de arriscar. Se o alpinista desistisse dos montes, nem lá chegava. Se o pescador se esquiva diante da tempestade, com certeza faltará peixe em sua mesa. Portanto, sintonize no desafio e lance o anzol. Não vindo peixe, não fique riste. Lance novamente. Lance…. Lance… E lance!
A sorte é o que a minha avó falava daquele bichinho verde chamado “Esperança”, uma espécie de gafanhoto que entrava pela janela da casa. Eu prefiro enfrentar do que esperar pela sorte. Essa ideia de sorte sem buscar agir e lutar por objetivos, não vale para nada. O melhor é buscar por trabalho.
Acreditar em algo sem foco, sem ligação de uma ação, não vale pra nada. Portanto, vamos pôr as mãos na obra. Vamos desconstruir e construir, fazer melhor pelo o amor. Penso que seja um ideal ponto de partida para a vida.
Conrado Matos
Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia. Especialista em Educação em Gênero e Direitos Humanos pela Universidade Federal da Bahia UFBA.
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