Com a proximidade do Carnaval e o aumento expressivo no fluxo de turistas, os principais portais de entrada de Salvador — o Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães e o Terminal Rodoviário — voltam a concentrar uma antiga preocupação da categoria: a atuação constante do transporte clandestino.
Taxistas que trabalham nesses pontos afirmam que a presença irregular tem sido diária e, segundo eles, cada vez mais ousada. Profissionais ouvidos pelo Portal Ei Táxi, que preferiram não se identificar, relatam um cenário de convivência direta entre motoristas autorizados e clandestinos, muitas vezes lado a lado.
“Pior, pior cada dia que passa. Eu só vou lá dar uma viagem, todo dia. Os clandestinos convivem como se fossem uma categoria autorizada, licenciada a rodar. Os caras ficam do lado dos taxistas. Direto tá tendo briga dos taxistas com eles. Os agentes da fiscalização não fazem nada, os caras atuam na nossa frente”, detalhou um taxista que trabalha na rodoviária.
No aeroporto, as queixas seguem a mesma linha. Os profissionais apontam falta de fiscalização efetiva, redução de equipes da Secretaria de Mobilidade (Semob) e da Transalvador — principalmente entre 21h e 7h — além de pouca presença operacional nos fins de semana, justamente quando a movimentação costuma ser maior.
Cobrança também à segurança turística
Outro ponto levantado pela categoria diz respeito à atuação do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur), da Polícia Militar da Bahia. Taxistas avaliam que houve uma queda significativa no número de operações e apreensões no aeroporto.
A crítica surge apesar do compromisso público de continuidade das ações que vinham sendo realizadas na gestão anterior, sob o comando do coronel Wellington. Com a tenente-coronel Ana Paula Queirós, os profissionais esperavam a manutenção das operações frequentes, consideradas essenciais para coibir o transporte irregular e garantir mais segurança aos visitantes, mas isso não vem acontecendo.
Risco para passageiros e para o serviço regulamentado
Além do impacto direto na renda dos taxistas, a preocupação também envolve a segurança dos passageiros. O transporte clandestino não segue as mesmas exigências de regulamentação, fiscalização e controle aplicadas ao serviço autorizado, o que pode expor moradores e turistas a riscos.
Com Salvador se preparando para receber milhares de visitantes, a expectativa da categoria é de que haja reforço imediato na fiscalização e nas operações integradas, evitando que a alta demanda do período seja aproveitada por motoristas irregulares.O Portal Ei Táxi deixa o espaço aberto para que Semob, Transalvador, BPTur e demais órgãos competentes se manifestem sobre as denúncias e informem quais medidas estão sendo adotadas para combater o transporte clandestino nos principais terminais da cidade.




