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Para o taxista, o Carnaval não foi de festa

Se para os veículos clandestinos o Carnaval foi uma maravilha, não se pode dizer o mesmo para os taxistas que trabalharam durante os festejos de Momo.

 

Trânsito travado, circuitos lotados de carros particulares nos corredores que deveriam passar apenas táxis e ônibus; um número surreal de veículos particulares de vários estados do país oferecendo transporte de passageiros aos foliões; taxistas sendo impedidos de trafegar pelos corredores exclusivos, inclusive com passageiros; agente de trânsito dispensando ao taxista toda a sua gentileza de sempre; ou seja, um Carnaval sem regras e com as tradicionais “pisadas no pescoço” do taxista.

 

O taxista que precisou trabalhar nos circuitos do Carnaval teve que ter muita resiliência para suportar tanta indignação com tudo que vem acontecendo.

 

Procurada, a Transalvador não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta edição.

 

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Odeôncio Júnior – Fotos: Divulgação

 

Odeôncio Júnior, alvará A-2502

“Foi o Carnaval dos clandestinos. Vimos muitos veículos fazendo transporte de passageiros sem nenhum pudor, alguns deles superlotavam a capacidade conduzindo sete passageiros. Uberistas gritando “olha o Uber, quem quer?”. Os fiscais não multavam as irregularidades de trânsito”

 

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Mário Cardoso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Cardoso, taxista, alvará A-4794

“O momento é de anarquia no sistema de transporte do Brasil. Foi clandestino pra todos os lados com placas de vários estados do país. Enquanto os clandestinos acessavam os corredores, nós, taxistas, não tínhamos o mesmo direito. Vi também muitos colegas trabalhando de forma incorreta, nos enfraquecendo e sujando a nossa imagem. Estão achando que o problema com o clandestino é só do taxista, em breve as empresas de ônibus e as vans escolares também sentirão nos bolsos”

 

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Jurandir de Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

Jurandir de Oliveira, alvará C-0105

“A Uber montou uma tenda no Vale dos Rios para cadastrar e adesivar os carros. Foi lamentável o que aconteceu no Carnaval, os caras andavam na contramão, paravam onde queriam, estavam perdidos sem conhecer a cidade. Que situação é essa que estamos vivendo?”

 

 

 

 

 

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Ademilton Paim

 

 

 

 

 

 

 

Ademilton Paim, presidente da Associação Geral dos Taxistas – AGT

“Foi difícil trabalhar no Carnaval. Passávamos cerca de duas horas ou mais na fila, esperando uma corrida. Nosso faturamento despencou mais de 60%, em relação a Carnavais anteriores. Além disso, ainda enfrentamos dificuldades com alguns ficais da Transalvador que nos tratavam como marginais. Tive que me deslocar algumas vezes e deixar de trabalhar para dar socorro a colegas que enfrentavam problemas com agentes de trânsito. Foi desanimador!”

 

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