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25/09

Salvador ignora lei federal e deixa taxistas reféns enquanto outras capitais avançam nas transferências de alvarás de táxi

Adesivo do táxi de BH e plenário da Câmara do DF
Belo Horizonte e Distrito Federal já aprovaram o retorno das transferências de permissões - Fotos: Divulgação/PBH e Carlos Gandra/Agência CLDF

Enquanto cidades brasileiras avançam na regulamentação das transferências e sucessões de alvarás de táxi, Salvador segue na contramão, mantendo taxistas e suas famílias reféns da incerteza.

Mesmo após a sanção da legislação federal que restabeleceu o direito às transferências em todo o país, a Semob insiste em não retomar o procedimento, alegando insegurança jurídica — argumento que vem sendo cada vez mais questionado diante dos avanços em outras capitais.

Outras cidades avançam, Salvador trava

Exemplos recentes mostram que o problema não está na lei, mas na interpretação — ou na vontade política.

Em Belo Horizonte, no último dia 8, a prefeitura regulamentou a transferência de permissões, através da Portaria Sumob 11/2026, garantindo segurança jurídica, proteção às famílias e continuidade do serviço.

No Distrito Federal, a Câmara Legislativa aprovou, nesta terça-feira (14), o projeto de lei nº 2119/2026, que disciplina a cessão das outorgas, alinhando a legislação local à norma federal e destravando o processo.

Enquanto isso, em Salvador, o discurso segue o mesmo: é preciso discutir, avaliar, debater.

Até quando?

Insegurança jurídica ou resistência administrativa?

A justificativa da Semob não se sustenta diante dos fatos.

Se outras capitais já conseguiram regulamentar e aplicar a lei federal, por que Salvador não consegue?

Se o direito foi restabelecido em nível nacional, por que o município insiste em postergar sua aplicação?

E mais: Salvador sempre permitiu transferências antes da decisão do STF. O que mudou agora?

A pergunta que fica é inevitável: trata-se realmente de insegurança jurídica ou de uma resistência interna da gestão?

Famílias seguem sem resposta

Enquanto o impasse se arrasta, o impacto é direto e cruel.

Taxistas idosos, doentes ou que desejam sair da atividade continuam impedidos de transferir seus alvarás. Famílias que dependem da sucessão seguem sem garantia de continuidade da renda.

O problema não é novo — e a solução também não.

Estratégia ou omissão?

Outro ponto que volta ao debate é a possível estratégia de esvaziamento dos alvarás antigos, incentivando a migração para novos credenciamentos.

Se a prefeitura abriu edital para novos alvarás, por que não permite a transferência dos existentes, que não aumentam a frota, apenas mantêm o sistema funcionando?

A ausência de respostas claras só amplia as dúvidas.

Até quando Salvador vai ficar para trás?

O cenário nacional já aponta um caminho.

A lei existe. Outras cidades já regulamentaram. O Congresso já se posicionou.

Falta o quê para Salvador avançar?

Enquanto isso, a categoria segue esperando — e pagando a conta de uma decisão que, até agora, parece muito mais política do que técnica.

O Portal Ei Táxi seguirá acompanhando e cobrando.

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