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Carnaval 2018: para o taxista, a expectativa de um bom faturamento não se concretizou

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Durante o dia as vias exclusivas para táxis eram um paraíso, mas à noite, a realidade era completamente diferente – Foto: Romildo de Jesus

 

O Carnaval acabou e o resultado não foi dos melhores, de acordo com a maioria dos taxistas ouvidos pelo Ei, Táxi. A prefeitura implantou, mais uma vez, a via exclusiva para táxi, ônibus e mototáxi com o objetivo de organizar o tráfego e dar melhor fluidez ao entorno dos circuitos. Entretanto, os profissionais alegaram que essas vias apenas funcionaram para por o táxi em fila, porque os veículos acabavam presos nas faixas exclusivas por muito tempo. Já os carros particulares, circulavam livremente com adesivos falsificados ou comprados nas mãos de moradores, transportando passageiros por intermédio de aplicativos ou não, segundo os taxistas.

 

A folia na capital baiana reuniu, diariamente, cerca de 2 milhões de pessoas, segundo cálculos da Saltur. Cerca de R$ 1,7 bilhão foram movimentados na cidade, que recebeu quase 800 mil turistas. A rede hoteleira bateu recordes de ocupação, a  média chegou a 93%, de acordo com estimativa da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (FeBHA). Foi a melhor ocupação entre todas as capitais do Brasil.

 

Outros setores da economia comemoram os resultados obtidos com a festa e ao longo do Verão. No setor de alimentação, os bares situados no circuito turístico, que engloba o extenso trecho entre Stella Maris e Pelourinho, tiveram aumento entre 30% a 40% no faturamento de janeiro até o Carnaval deste ano – em comparação ao mesmo período do ano passado. Além de mais receita, milhares de empregos temporários foram gerados.

 

A Secretaria de Mobilidade divulgou os números que mostram que mais de 200 mil foliões utilizaram o serviço de táxi. Todavia, quando se questiona o taxista, a resposta é de que o Carnaval não foi o esperado. As maiores queixas foram contra a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) e sobre o transporte clandestino realizado pelos veículos particulares.

 

Diversos profissionais relataram que os prepostos da Transalvador prejudicaram a categoria, impedindo que os táxis acessassem o entorno da festa, em vários momentos, que alguns fiscais tratavam os taxistas com grosseria e deboche e ainda, que as vias exclusivas mais atrapalharam do que ajudaram.

 

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Uma das barreiras foi instalada na Av. Centenário e nela, alguns agentes dificultaram a vida dos taxistas que fazem fila no Shopping Barra – Imagem: Google Street View

 

Em resposta a essas denúncias, o órgão de trânsito informou que os relatos não representam a realidade do planejamento e de execução do Carnaval, além de argumentar que o táxi vem sendo privilegiado pela pasta desde 2013. E, finalizou reforçando que trabalha em colaboração plena com taxistas, sempre ouvindo seus pleitos e atendendo suas necessidades.

 

Outra bronca da categoria está relacionada à atuação do transporte clandestino através de veículos particulares. No aeroporto, hotéis e pelos circuitos, os particulares fizeram a festa. Até os aplicativos foram passados para trás, pois os alguns motoristas negociavam diretamente com os passageiros, inclusive explorando-os em muitos casos, especialmente na madrugada.

 

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Na porta de hotéis – Foto: Divulgação

 

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No aeroporto – Foto: Divulgação

 

A verdade é que o transporte individual de passageiros, na capital baiana, não tem mais controle e nem ordem. A justiça baiana tratou de liberar o transporte via aplicativos, mas não soube dar solução para o que seria certo de acontecer, a oferta deste serviço sem intermédio de aplicativos e em filas como os táxis. Até adesivos e acrílicos que identificam os veículos já existem sem que ninguém tome qualquer atitude contra essa irregularidade.

 

A Transalvador informou que notificou 1.404 veículos que acessaram irregularmente a faixa exclusiva para transporte público montada na Av. Centenário durante o Carnaval. Além disso, foram feitas 1.410 abordagens a taxistas, na operação especial da Lei Seca.

 

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Radar móvel na Av Centenrio – Foto: Jefferson Peixoto/Secom/Pms

 

Outros números apresentados pela Semob: 320 abordagens aos motoristas de táxis, com 31 taxistas autuados, 53 recusas de passageiros e 22 cobranças fora do taxímetro. Isso evidencia que a recusa de passageiros e a cobrança fora do taxímetro são como cânceres na categoria, não tem mais remédio. E, esses males também são responsáveis pela debandada de muitos clientes, mesmo que a classe não aceite essa realidade. É a categoria colhendo o que foi plantado por muitos anos.

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