Os taxistas de Camaçari que atuam no serviço de táxi especial continuam aguardando uma resposta concreta da Superintendência de Trânsito e Transporte (STT) sobre mudanças discutidas com as cooperativas desde o ano passado.
Entre as reivindicações apresentadas estão a possibilidade de utilização de veículos nas cores branca ou prata, a entrada no sistema de automóveis com até nove anos de fabricação e a desburocratização dos procedimentos para renovação de alvarás e permissões dos motoristas auxiliares.
Apesar de essas três medidas terem sido apontadas como demandas que seriam atendidas ou encaminhadas pela STT, até o momento não houve publicação da Portaria ou de outro ato oficial que efetive as mudanças.
Reivindicações foram apresentadas em outubro de 2025
A primeira reunião entre representantes das cooperativas de táxi especiais e a STT ocorreu em 15 de outubro de 2025.
Na ocasião, participaram a gerente do setor, Nazaré, e o superintendente Edmilson Souza. As cooperativas apresentaram e protocolaram suas reivindicações.
Meses depois, em 19 de maio de 2026, houve uma nova reunião, desta vez com a participação da gerente do setor, do superintendente e do vereador Tagner, da base do governo municipal.
Segundo os representantes das cooperativas, as pautas foram novamente apresentadas e socializadas com a STT. Na ocasião, a Superintendência teria sinalizado que atenderia inicialmente três reivindicações e analisaria os demais pedidos.
Entre os pontos indicados estavam:
- permitir a entrada no sistema de táxis de veículos brancos ou pratas;
- permitir o ingresso de veículos com até nove anos de fabricação;
- desburocratizar a renovação dos alvarás e das permissões dos motoristas já cadastrados, inclusive com revisão de exigências documentais consideradas sem relação direta com a atividade.
A expectativa da categoria era de que as mudanças fossem formalizadas posteriormente por meio de uma Portaria.
Promessa de mudança ainda não virou norma
O problema é que, até agora, os taxistas não têm uma publicação oficial que confirme a implementação dessas medidas.
A ausência de uma portaria deixa os profissionais sem saber quando — ou mesmo se — as mudanças efetivamente entrarão em vigor.
No caso da idade dos veículos, por exemplo, a alteração pode ter impacto direto para cooperativas e profissionais que precisam substituir automóveis utilizados no serviço.
A possibilidade de utilização de veículos brancos ou pratas também é uma reivindicação que pode ampliar as opções disponíveis para renovação da frota.
Já a revisão da documentação exigida nos processos administrativos é uma demanda relacionada diretamente à rotina dos permissionários e motoristas auxiliares.
STT foi procurada pelo Ei Táxi
Diante da demora para a publicação das medidas, o Portal Ei Táxi procurou o superintendente da STT de Camaçari, Edmilson Souza, no último dia 12 de agosto, por meio do WhatsApp.
O superintendente orientou a reportagem a procurar a assessoria de imprensa da pasta.
O contato com a assessoria também foi realizado no mesmo dia, 12 de agosto. Desde então, porém, nenhum esclarecimento foi apresentado pela STT sobre as demandas dos taxistas ou sobre a previsão para publicação das medidas discutidas nas reuniões.
O Portal Ei Táxi buscou saber, entre outros pontos, se as três medidas anunciadas serão efetivamente regulamentadas, se existe algum estudo ou parecer técnico sobre elas e qual é o prazo previsto para conclusão da análise das demais reivindicações.
Até o fechamento desta matéria, não houve resposta.
E as demais reivindicações?
Além das três medidas inicialmente apontadas como passíveis de atendimento, as cooperativas apresentaram outras demandas à STT.
Entre elas estão a possibilidade de ampliar de cinco para dez anos o prazo de renovação das permissões das cooperativas, a revisão de taxas e exigências previstas no Decreto nº 559 e a regulamentação da utilização de veículos adquiridos com isenção de IPI e ICMS.
Também foram discutidas questões relacionadas ao embarque e desembarque de táxis especiais em outros pontos da cidade, às penalidades relacionadas ao atraso na vistoria e à validade do curso de motorista de táxi, incluindo o reconhecimento de certificados emitidos pelo Sest/Senat.
Segundo os representantes das cooperativas, essas reivindicações continuavam aguardando análise da Superintendência.
Taxistas cobram uma posição
Mais de nove meses depois da primeira reunião e quase três meses após o segundo encontro, a categoria continua sem uma resposta oficial sobre quando as mudanças prometidas serão formalizadas.
A questão não se resume apenas à publicação de uma Portaria. Para os profissionais, existe a necessidade de saber quais demandas foram aceitas, quais serão modificadas, quais dependem de estudos e quais eventualmente não serão atendidas.
Uma resposta oficial da STT também permitiria que os taxistas conhecessem os critérios técnicos e administrativos utilizados pela Superintendência para analisar cada reivindicação.
O Portal Ei Táxi deixa o espaço aberto para que a STT de Camaçari e o superintendente Edmilson Souza apresentem os esclarecimentos sobre o andamento das pautas, os eventuais estudos realizados e, principalmente, a previsão para publicação das medidas discutidas com a categoria.
O Portal Ei Táxi continuará acompanhando o assunto e publicará os esclarecimentos da Superintendência caso sejam encaminhados à reportagem.




