A situação dos táxis ano/modelo 2015 foi um dos principais temas discutidos na reunião realizada na última segunda-feira (8) entre o presidente da Associação Geral dos Taxistas (AGT), Denis Paim, e o assessor técnico da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), Marcelo Tavares.
A pauta tem gerado preocupação entre diversos taxistas de Salvador que já adquiriram seus novos veículos, mas ainda aguardam a entrega pelas concessionárias para concluir o processo de substituição junto ao órgão municipal.
Durante o encontro, a Semob informou que adotará certa flexibilidade administrativa para analisar os casos dos profissionais que estão aguardando a chegada dos novos veículos. No entanto, a secretaria foi enfática ao afirmar que os táxis 2015 que já tiveram sua autorização encerrada não poderão continuar prestando serviço.
Segundo o entendimento apresentado pela pasta, mesmo nos casos em que o permissionário já tenha iniciado o processo de aquisição de um novo veículo, a circulação do automóvel fora dos padrões estabelecidos pela regulamentação poderá resultar em medidas administrativas.
Fiscalização será intensificada
De acordo com Denis Paim, a Semob informou que os fiscais estarão nas ruas e que veículos considerados irregulares estarão sujeitos à fiscalização.
A preocupação da secretaria é evitar que veículos que já ultrapassaram o limite permitido para operação continuem atuando no sistema de táxi da capital.
“Marcelo Tavares mostrou-se bastante flexível, mas deixou claro que eles não aceitarão que táxis irregulares atuem. Os fiscais estarão nas ruas”, afirmou Denis Paim.
A orientação é que os profissionais que aguardam a entrega dos novos veículos acompanhem seus processos junto às concessionárias e busquem manter contato com a Semob para evitar problemas durante a fiscalização.
Táxis 2016 poderão continuar operando
Uma informação que traz mais tranquilidade para parte da categoria é a situação dos táxis ano/modelo 2016.
Segundo o posicionamento apresentado pela Semob durante a reunião, esses veículos poderão continuar circulando normalmente até o final de 2026, desde que os permissionários realizem a vistoria obrigatória dentro dos prazos estabelecidos pela legislação municipal.
A definição reduz a preocupação dos proprietários desses veículos, que agora contam com um prazo maior para programar a renovação da frota.




