Da Redação do Ei, Táxi – A Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) deste ano chegou ao fim no domingo (19), após 12 dias de evento no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, no Grande Recife, e uma das problemáticas desta edição foi a desvalorização do taxista e, consequentemente, dificuldades de mobilidade para milhares de visitantes.
Os taxistas foram proibidos, pela diretoria do Centro de Convenções de Pernambuco, de fazer fila nas dependências internas do equipamento para oferecer seus serviços e, com isso, milhares de pessoas que necessitavam de táxi tiveram que ir andando até o ponto situado na área externa, administrado pela Prefeitura de Olinda. Os taxistas só podiam acessar o estacionamento do Centro de Convenções de forma gratuita pelo prazo de 10 minutos. Se ultrapassasse esse tempo, teria que pagar.
Na noite do dia 12 de julho, uma família visitante e consumidora da Fenearte, entre eles um idoso com deficiência física e de cadeira de rodas, teve que se dirigir até a área externa para conseguir pegar um táxi para voltar pra casa.
“A gente passou um transtorno muito grande para pegar um táxi. Antes, a gente pegava um táxi lá dentro do Centro de Convenções, e comprávamos tranquilamente e nem tínhamos hora pra sair. Eu não pude comprar quase nada, porque fiquei preocupada com a nossa locomoção. Estou aqui com uma pessoa de cadeiras de rodas (o idoso) e ainda estou com a minha filha e minha neta. Tive que ir lá fora pra chamar um táxi, e ainda tive que pagar no estacionamento, porque passou dos 10 minutos pra gente sair. Não é todo mundo que tem carro. Um absurdo isso que fizeram. Não pudemos aproveitar nada”, relatou a visitante que seguia de táxi para o bairro de Casa Forte, na zona norte da capital pernambucana.
“Tivemos um transtorno para embarcar o idoso que tem dificuldades de locomoção. Como nós taxistas fomos proibidos de ficar na área interna do Centro de Convenções, essa senhora teve que vir aqui fora para chamar um táxi. Entrei para ir buscar o idoso, a filha e a neta dela. Ainda pagamos um valor no estacionamento, porque demorou mais de 10 minutos lá dentro”, afirmou o taxista responsável por levar a família para casa.
Às vésperas da realização da Fenearte, o Centro de Convenções de Pernambuco informou, por meio de nota, ao Ei, Táxi, que não seria permitido que taxistas formassem fila nas dependências internas do equipamento e que os táxis poderiam acessar o estacionamento interno para embarque e desembarque de passageiros, conta do com tolerância de até 10 minutos, sem incidência de cobrança de estadia.
No mês de junho, a Prefeitura de Olinda já havia adiantado, por meio de nota oficial, que os táxis teriam área destinada para embarque e desembarque na via local da Avenida Andrade Bezerra, com monitoramento da Secretaria de Mobilidade (SEMOB).
O Ei, Táxi fez contato com a assessoria de imprensa do Centro de Convenções de Pernambuco para obter um posicionamento sobre o transtorno enfrentado pela família, mas a diretoria do local preferiu não responder.




