A administração do Aeroporto Internacional de Salvador realizou uma nova reunião com representantes dos taxistas para esclarecer como funcionará a operação do táxi comum diante das mudanças promovidas pelo projeto Kiss&Fly, que inclui a instalação de cancelas, controle de permanência e reestruturação do uso do meio-fio.
O encontro contou com o Diretor-Presidente, Julio Ribas, e o Gerente Comercial de Contratos e Mobilidade, Igor Moura, ambos da concessionária Vinci Airports, o presidente da Associação Geral dos Taxistas (AGT), Denis Paim, e de representantes da CoopTeletáxi, Igor Claudionor Filho (conselho fiscal) e Antônio Carlos de Souza (diretor operacional).
Como ficará a fila do táxi comum
Segundo o modelo apresentado, haverá uma fila exclusiva para táxis comuns credenciados, vinculados às cooperativas Ligue Táxi e CoopTeletáxi.
Estrutura prevista:
- 6 vagas no meio-fio para embarque imediato
- 40 vagas de estoque no bolsão externo (20 para cada cooperativa)
- 2 balcões de atendimento dentro do terminal
- Sala de apoio para os profissionais credenciados
A lógica será semelhante a sistemas já adotados em rodoviárias e outros grandes pontos de transporte: à medida que um táxi deixa a vaga principal, o primeiro veículo do bolsão assume a posição.

Táxis não cooperados continuam acessando o terminal
Taxistas comuns que não fazem parte das cooperativas não serão impedidos de acessar o aeroporto.
Eles poderão:
- Realizar embarque e desembarque
- Circular normalmente no terminal dentro do tempo permitido (inicialmente, 10 minutos)
Porém, não poderão permanecer estacionados no meio-fio para captação de passageiros.
Isenção para taxistas credenciados
Todos os taxistas vinculados às cooperativas credenciadas terão isenção de cobrança nas cancelas, desde que respeitem a lógica operacional da fila.
Objetivo é ordenar e profissionalizar o serviço
A concessionária afirma que a proposta busca:
- Melhorar a mobilidade no terminal
- Reduzir congestionamentos
- Combater o transporte clandestino
- Padronizar o atendimento ao passageiro
A Vinci Airports também destacou que o projeto ainda passa por fase de testes e ajustes, podendo sofrer adaptações conforme a operação prática.
“A nossa disposição é para o diálogo e seguiremos recebendo todos que nos procurarem com dúvidas e boas ideias”, reforça Julio Ribas.
No próximo dia 12 de maio, terça-feira, a equipe do aeroporto vai receber representantes do segmento de transporte, trade turístico e entidades da sociedade civil para um evento que dá continuidade à fase de testes do projeto Kiss&Fly e de escuta das demandas da sociedade em torno das mudanças promovidas pela concessionária para aprimoramento da mobilidade.
Denis Paim avalia cenário com expectativa positiva e diz que acompanhará de perto
O presidente da AGT, Denis Paim, avaliou que houve receptividade positiva de boa parte dos taxistas, mas ressaltou a necessidade de acompanhamento constante.
Segundo ele, a principal preocupação é garantir que os profissionais não sejam prejudicados pelo novo sistema.
“Tive a oportunidade de conversar com a administração, fiz alguns questionamentos, pois temos vários taxistas que rodam ali, que não fazem parte das cooperativas. Inicialmente, é preciso salientar que os taxistas que rodam ali nunca se mobilizaram para buscar algo contrário, sempre ficam em silêncio. Na reunião de quarta, a minha avaliação foi que os taxistas, que estavam lá, se posicionaram a favor desse projeto da cancela. O meu entendimento foi que a Vinci está querendo uma melhora no serviço de táxi e também para os seus clientes. O que eu tenho que fazer é torcer para que tudo dê certo. Vou acompanhar e observar como funcionará esse processo ali do aeroporto.”
Clandestinos seguem como preocupação central
Apesar das mudanças estruturais, a categoria reforçou que o sucesso do novo modelo dependerá também de ações efetivas contra o transporte clandestino, uma das maiores reclamações dos taxistas que atuam no aeroporto.
Novo modelo exigirá adaptação
Com a implantação definitiva do sistema, os taxistas deverão se adaptar a uma lógica mais organizada e contratualizada, com maior controle operacional.
A expectativa é que o novo formato melhore a experiência do passageiro e traga mais previsibilidade ao serviço, desde que preserve o direito ao trabalho dos profissionais.
O Portal Ei Táxi tentou falar com a diretoria da CoopTeletáxi, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.




