A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) divulgou o balanço anual das ações de fiscalização realizadas em 2025: as remoções de veículos que atuavam no transporte clandestino cresceram 115,8% em comparação com 2024, configurando o maior avanço já registrado, segundo a pasta.
De acordo com os dados oficiais, a Semob intensificou as operações ao longo de 2025, especialmente em áreas estratégicas da cidade, como rodoviária, aeroporto, grandes avenidas, regiões comerciais e orla marítima, muitas vezes em ações integradas com outros órgãos municipais e forças de segurança.
Fiscalização mais intensa
Somente em 2025, as equipes da Semob realizaram 3.477 abordagens voltadas ao combate ao transporte irregular em Salvador — quase o dobro do ano anterior. Desse total, 1.068 veículos clandestinos foram removidos, número que, somado às demais remoções por infrações ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB), elevou o total anual para 1.142 veículos retirados de circulação.
Em 2024, o cenário era bem diferente: foram 1.747 abordagens, com 996 veículos removidos, sendo 495 por transporte clandestino e 501 por outras infrações, além de 1.278 autuações registradas durante as operações.
Comparativo entre 2024 e 2025
- Abordagens: de 1.747 (2024) para 3.477 (2025) → +99%
- Remoções totais: de 996 para 1.142 veículos → +14,7%
- Remoções por transporte clandestino: de 495 para 1.068 → +115,8%
Segundo a Semob, os números refletem uma reorganização operacional e o fortalecimento das estratégias de fiscalização adotadas ao longo do ano.
Segurança e proteção ao transporte regular
Para o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, os resultados demonstram o impacto direto das ações no ordenamento do sistema de transporte da capital.
“Cada veículo irregular retirado de circulação representa menos risco de acidentes, mais proteção ao usuário e respeito aos trabalhadores que atuam de forma regular. Nosso compromisso é continuar ampliando esse trabalho”, afirmou.
A divulgação do balanço ocorre em meio a recorrentes denúncias de taxistas sobre a atuação de clandestinos em pontos sensíveis da cidade, como terminais de transporte, reforçando a importância da fiscalização contínua para garantir concorrência justa e segurança aos passageiros.




