Em Salvador, o respeito aos espaços reservados aos taxistas tem sido cada vez mais raro. A invasão de pontos de táxi por veículos particulares se tornou rotina em diferentes bairros da capital baiana, mesmo diante da sinalização clara e das inúmeras denúncias feitas pelos profissionais da categoria.
A realidade, no entanto, é desanimadora: faltam fiscalização contínua, punição efetiva e, principalmente, vontade política para garantir o cumprimento das leis. A impunidade, aliada à falta de educação de muitos motoristas e à permissividade das autoridades, alimenta uma prática que parece já estar enraizada no comportamento de parte dos condutores brasileiros.
No ponto de táxi localizado em frente ao Hospital Municipal do Homem, na Rua Plínio de Lima, no bairro de Monte Serrat, na Cidade Baixa, a irregularidade é diária.

“Toda vez que venho aqui no hospital do homem é a mesma coisa. Essa falta de respeito no ponto de táxi sinalizado. Já fizemos denúncias, inclusive temos o protocolo, mas até hoje não apareceu nenhuma viatura da Transalvador”, desabafa um taxista, que preferiu não se identificar por receio de retaliação.
Situação semelhante acontece no Largo da Lapinha, onde a presença de bares e restaurantes atrai motoristas que, durante à noite e nos finais de semana, simplesmente ignoram a sinalização e utilizam o ponto de táxi como estacionamento. O problema já foi denunciado pelo Portal Ei Táxi, mas até o momento nenhuma providência efetiva foi adotada.
Exceções existem, como a atuação recente de agentes da Transalvador na Rua Saldanha Marinho, em frente à Clínica Saúde, no bairro da Caixa d’Água. Na ocasião, veículos foram multados e rebocados após denúncias dos taxistas. Mas episódios como esse ainda são pontuais — quando deveriam ser regra.

A negligência do poder público e a ausência de medidas permanentes por parte da Transalvador contribuem para o agravamento da situação. Sem fiscalização, a lei deixa de ser respeitada. E, com isso, os profissionais que atuam de forma legalizada são constantemente prejudicados.
O Portal Ei Táxi aguarda posicionamento oficial do órgão da Transalvador.
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